Como obter a chave de produto do Windows

9 Mai

Recentemente tive a necessidade de conseguir saber qual foi a chave de produto (Product Key) usada na instalação do Windows. Esta situação foi provocada pela necessidade de reinstalar o sistema operativo e o dono do computador não se lembrar onde a tinha guardado. Apesar de se poder instalar o Windows 7 sem especificar a chave, o mesmo não se aplica à ativação do mesmo, logo teria de aproveitar o facto do sistema operativo ainda funcionar para conseguir saber qual foi a chave usada no momento da instalação.

É verdade que existem muitas aplicações no mercado que resolvem esta situação, mas o objetivo deste artigo é mostrar como é que se consegue obter esta informação usando apenas os recursos que já se encontram disponíveis no sistema operativo.

A chave de produto do Windows está armazenada numa entrada do registo de forma encriptada. A cifra usada é publica e encontra-se documentada no portal da Microsoft.

 

Instruções:

1 – Clicar em “Iniciar” e escrever “PowerShell ISE”

2 – No editor PowerShell colar o seguinte código:

 

 

function Get-WindowsKey


   
param ($targets = ".")
    $hklm = 2147483650
    $regPath = "Software\Microsoft\Windows NT\CurrentVersion"
    $regValue = "DigitalProductId4"
    Foreach ($target in $targets) {
        $productKey = $null
        $win32os = $null
        $wmi = [WMIClass]"\\$target\root\default:stdRegProv"
        $data = $wmi.GetBinaryValue($hklm,$regPath,$regValue)
        $binArray = ($data.uValue)[52..66]
        $charsArray = "B","C","D","F","G","H","J","K","M","P","Q","R","T","V","W","X","Y","2","3","4","6","7","8","9" 
        For ($i = 24; $i -ge 0; $i--) {
            $k = 0
            For ($j = 14; $j -ge 0; $j--) {
                $k = $k * 256 -bxor $binArray[$j]
                $binArray[$j] = [math]::truncate($k / 24)
                $k = $k % 24
            }
            $productKey = $charsArray[$k] + $productKey
            If (($i % 5 -eq 0) -and ($i -ne 0)) {
                $productKey = "-" + $productKey
            }
        }
        $win32os = Get-WmiObject Win32_OperatingSystem -computer $target
        $obj = New-Object Object
        $obj | Add-Member Noteproperty "Nome do Computador" -value $target
        $obj | Add-Member Noteproperty "Edição do Windows" -value $win32os.Caption
        $obj | Add-Member Noteproperty "Versão do Service Pack" -value $win32os.CSDVersion
        $obj | Add-Member Noteproperty "Arquitetura" -value $win32os.OSArchitecture
        $obj | Add-Member Noteproperty "Número da Versão" -value $win32os.BuildNumber
        $obj | Add-Member Noteproperty "Registado para" -value $win32os.RegisteredUser
        $obj | Add-Member Noteproperty "Canal de origem (ProductID)" -value $win32os.SerialNumber
        $obj | Add-Member Noteproperty "Chave do produto (ProductKey)" -value $productkey
        $obj
    }
}

Get-WindowsKey

 

 

blog055

 

3 – Pressionar a tecla F5 ou então clicar no botão play

 

 

Na área de resultados vai aparecer o seguinte:

Nome do Computador                       : .
Edição do Windows                            : Microsoft Windows 7 Enterprise
Versão do Service Pack                    : Service Pack 1
Arquitetura                                            : 64-bit
Número da Versão                              : 7601
Registado para                                      : NOME_DO_REGISTO
Canal de origem (ProductID)         : 11111-11111-11111-11111
Chave do produto (ProductKey) : A123A-A123A-A123A-A123A-A123A

 

 

O script PowerShell que aqui coloquei foi desenhado por forma a ser possível obter a chave de produto em múltiplas máquinas remotas, bastando para isso passar o nome do(s) computador(es) à função Get-WindowsKey. Quando o nome da máquina não é especificado o mesmo é substituído por “.” o que corresponde à máquina local.

Para que este script funcione em máquinas remotas é necessário garantir que o contexto de utilizador na qual o script é executado tem permissões de administração sobre a máquina remota e/ou permissões sobre os objetos WMI das máquinas remotas.

Nas instalações OEM do Windows a chave obtida através deste método é diferente daquela que se encontra impressa no COA (Certificado de Autenticidade). Isto significa que a chave obtida é apenas válida quando usada em conjunto com o meio de instalação/recuperação fornecido pelo fabricante do computador.

 

 

Recursos adicionais:

Página de onde foi retirado o script original: http://mspowershell.blogspot.pt/2009/02/retrieveing-windows-product-key.html

Página oficial do PowerShell:

http://technet.microsoft.com/pt-pt/scriptcenter/dd742419.aspx

Como interpretar o valor do ProductID:

http://support.microsoft.com/kb/936607/pt

 

Notas:

- O resultado apresentado em “ProductID” e “ProductKey” foram alterados propositadamente neste artigo.

- Efetuei alterações ao script original por forma a corrigir uma pequena anomalia relativa ao nome da chave e efetuei a tradução dos resultados obtidos para o idioma Português.

- Em versões anteriores ao Windows 7 a chave é DigitalProductID

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Windows Defender Offline

17 Abr

Em Junho de 2011 escrevi um artigo sobre Rootkits onde explicava o que são, que tipos de rootkits existem e porque é que este tipo de ameaças são tão difíceis de detetar e por consequência remover. Nesse mesmo artigo mencionei uma ferramenta que se encontrava em fase beta com o nome Microsoft System Sweeper que tinha como missão mitigar este problema. Em menos de 1 ano, a fase de testes terminou, e entre correções de problemas e melhorias introduzidas, a ferramenta mudou de nome e encontra-se agora disponível em 30 idiomas distintos, pronta para ser utilizada.

 

 

O que é o Windows Defender Offline (WDO)?

Por vezes, software malicioso e outro software potencialmente indesejável, incluindo rootkits, tentam instalar-se no teu computador. Isto pode acontecer quando te ligas à Internet ou quando instalas alguns programas a partir de um CD, DVD ou outro suporte de dados. Uma vez no teu computador, este software pode ser executado imediatamente ou de forma inesperada. O Windows Defender Offline ajuda-te a remover programas maliciosos e potencialmente indesejáveis difíceis de localizar através da utilização de definições que reconhecem as ameaças. As definições são ficheiros que fornecem uma enciclopédia de potenciais ameaças de software. Uma vez que todos os dias surgem novas ameaças é importante que tenha as definições mais recentes instaladas no Windows Defender Offline. Com estes ficheiros de definições, o Windows Defender Offline consegue detetar software malicioso e potencialmente indesejável e notificar-te dos riscos.

 

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Imagem 1: Ecrã inicial de instalação do Windows Defender Offline em Português

 

 

Como utilizar o WDO?

Para utilizar o Windows Defender Offline, tem de seguir quatro passos básicos:

  1. Descarregar o Windows Defender Offline e criar um CD, DVD ou pen USB;
  2. Reiniciar o PC utilizando o suporte de dados do Windows Defender Offline;
  3. Verificar a existência de software malicioso e outro software potencialmente indesejável no PC;
  4. Remover qualquer software maligno detectado no PC.

O Windows Defender Offline tem um assistente que te vai ajudar a realizar estes quatro passos atrás enumerados. Se o Microsoft Security Essentials ou o Windows Defender solicitar que faça o download e execute o Windows Defender Offline, é importante que o faças de forma a garantir que os dados e o computador não fiquem comprometidos.

 

 

Quais são os requisitos para o WDO?

Material necessário:

É necessário um CD, DVD vazio ou uma pen USB com, pelo menos, 250 MB de espaço livre e, em seguida, descarregue e execute a ferramenta. A ferramenta irá ajudar-te a criar o suporte de dados amovível.

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Imagem 2: Imagem do ecrã de seleção dos três tipos de suporte de dados suportados pelo Windows Defender Offline

 

Requisitos do computador:

Sistema operativo:

  • Windows XP SP 3
  • Windows Vista, Windows Vista com SP1, Windows Vista com SP2 ou superior
  • Windows 7, Windows 7 com SP1 ou superior
  • Windows 8 Developer Preview, Windows 8 Consumer Preview

Processador:

  • Windows XP: 512 MB ou mais de RAM
  • Windows Vista, Windows 7, Windows 8 Developer Preview, Windows 8 Consumer Preview: 1 GB ou mais de RAM
  • Resolução de vídeo: 800 X 600 ou superior
  • Espaço disponível no disco rígido: 500 MB

 

Para o PC infectado com um vírus ou software maligno

  • O PC tem de ter a mesma arquitetura (32 bits ou 64 bits) de sistema operativo (SO) Windows que o Windows Defender Offline. O suporte de dados de arranque criado em qualquer versão do Windows pode ser executado em qualquer outra versão do Windows. Apenas é necessário que exista correspondência entre a arquitetura do Windows Defender Offline e do SO do computador infectado.
  • O BitLocker tem de estar desativado para que possa utilizar o Windows Defender Offline.

 

Para o PC no qual pretende criar o suporte de dados de arranque

  • Conta de administrador;
  • Ligação à Internet;
  • Suporte de dados: Um CD, DVD ou pen USB com, pelo menos, 250 MB de espaço livre.

 

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Imagem 3: Ecrã do Windows Defender Offline a preparar-se para descarregar o ISO

 

 

Como arrancar o computador a partir de um CD/DVD ou pen USB?

  1. Coloca o CD, DVD ou pen USB do Windows Defender Offline no computador;
  2. Reinicia o computador;
  3. Alguns computadores detetam automaticamente o suporte de dados amovível e apresentam logo a opção de efetuar o arranque a partir do CD, DVD ou pen USB.
    • Lê atentamente as instruções que te são apresentadas no ecrã para ativar esta opção. Nalguns casos, podes ter que premir uma tecla para iniciar a partir do CD, DVD ou pen USB ou pressionar um tecla específica, como F12.
    • Pressiona a tecla (normalmente, F12). É apresentada uma lista dos dispositivos disponíveis. Será apresentada uma entrada para cada disco rígido, uma para cada unidade de CD, DVD e uma para a pen USB.
    • Utiliza a tecla de seta para ir selecionar a unidade que tem o CD, DVD ou pen USB de arranque e carregar em [ENTER].
    • O computador irá iniciar a partir do CD, DVD ou pen USB do Windows Defender Offline.

Caso o computador não inicie automaticamente a partir do suporte de dados amovível com o WDO, experimenta efetuar o seguinte:

  • Durante o processo de arranque do computador, lê as instruções que te são apresentadas no ecrã e que explicam como interromper o arranque normal e aceder ao Utilitário de Configuração da BIOS. A maioria dos computadores utilizam a tecla F2, F10, ESC ou DEL para iniciar a aceder à BIOS;
  • Procura na BIOS um separador que tenha o nome "Sequência de Arranque", "Opções de Arranque" ou "Arranque". Segue as instruções apresentadas no ecrã e utiliza as teclas do cursor para ir para a Sequência de arranque;
  • Localiza o CD, DVD ou pen USB (que pode ter o nome Dispositivo Amovível) na lista de Arranque. Segue as instruções no ecrã, utiliza as teclas de seta para mover a unidade para cima de forma a que apareça em primeiro lugar na lista de Arranque;
  • Carrega em [ENTER] . A sequência de arranque é deste modo alterada para que o arranque seja efectuado a partir da unidade de CD, DVD ou pen USB;
  • Pressiona a tecla F10 para guardar as alterações e sair do Utilitário de Configuração da BIOS. Seleciona “Sim” na janela de confirmação para guardar as alterações.

 

 

Já utilizei o Windows Defender Offline anteriormente, posso reutilizar o CD ou DVD que criei?

Se tiveres criado um CD ou DVD, não deverás reutilizá-lo; o CD/DVD contém definições para ajudar a detectar software maligno. As definições são atualizadas frequentemente, pelo que os ficheiros de definições do CD ou DVD estarão desatualizados.

Se tiveres optado por criar uma pen USB, podes reutilizá-la. O Windows Defender Offline irá atualizar as definições quando voltares a executar o assistente.

 

 

Soluções para questões que podem ocorrer no uso do WDO:

No portal do Windows Defender Offline foram compiladas uma série de perguntas e respostas que podem ajudar o utilizador a ultrapassar possíveis problemas que vão desde o processo de criação do CD/DVD/Pen até ao arranque do computador por um destes dispositivos.

O endereço da página é o http://windows.microsoft.com/pt-PT/windows/windows-defender-offline-faq

 

 

Onde é que posso encontrar o WDO?

A versão 64 bit encontra-se disponível em http://go.microsoft.com/fwlink/?LinkID=234124

A versão 32 bit encontra-se disponível em http://go.microsoft.com/fwlink/?LinkID=234123

 

Recursos adicionais:

Artigo sobre Rootkits: http://ojmoura.wordpress.com/2011/06/13/rootkits/

Página oficial do Windows Defender Offline em Português: http://windows.microsoft.com/pt-PT/windows/what-is-windows-defender-offline

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Recomendações para usar serviços na Internet de forma mais segura

16 Abr

Não é a primeira vez que se ouve falar de figuras públicas (e não só) que veem as suas contas de Twitter, Facebook, email, etc. serem acedidas/usadas por terceiros (não autorizados).

Neste artigo vou enumerar 8 medidas que todos nós devemos seguir por forma a evitar o acesso não autorizado às nossas contas.

 

1. Nunca reutilizar ou criar variação das mesmas palavras-passe

Cada serviço deve ter a sua própria palavra-passe. Pretende-se com esta medida evitar que ao ser comprometida uma palavra-passe se consiga aceder a todos os outros serviços (p.e. email, Messenger, Facebook, etc.).

 

2. Eliminar sempre os emails de recuperação de palavra-passe

É usual os serviços baseados na Internet fornecerem mecanismos de recuperação de palavras-passe. A maior parte destes mecanismos baseia-se no email para enviar instruções de como redefinir a palavra-passe ou até em alguns caso, a nova palavra-passe. Ao não eliminar estes emails e na eventualidade da caixa de correio ser comprometida, o intruso passa a ter acesso a informação de acesso a outros serviços, pelo que é boa prática eliminar as mensagens relacionadas com a recuperação de acesso.

 

3. Nunca usar a funcionalidade de conclusão automática nos navegadores

Os navegadores de internet mais populares fornecem a funcionalidade de conclusão automática, ou seja, o navegador guarda informação prévia introduzida pelo utilizador e quando surgem campos com a mesma designação propõe valores. Por exemplo, ao aceder pela segunda vez a uma página que pede para introduzir o “Nome”, o navegador apresenta uma lista com o texto que foi previamente introduzido nesse campo. Esta funcionalidade é interessante pois evita a necessidade de se escrever várias vezes a mesma coisa, mas é também perigosa pois alguém com acesso ao computador passa a conhecer os dados introduzidos naquele campo. Campos esses que podem ser tão variados como nome do utilizador, morada, cartão de crédito, NIF, etc..

 

4. Usar sempre palavras-passe fortes

Uma palavra-passe forte é um segredo que não é facilmente descoberto. As regras para se conseguir uma palavra-passe forte são as seguintes: deve ser constituída por uma mescla de maiúsculas, minúsculas, números, carateres especiais; não deve ser nenhuma palavra ou calão existente em qualquer idioma; não deve conter referências a lugares, pessoas ou nomes de animais; deve ser única tal como descrito na regra 1.

 

5. Usar sempre SSL

Serviços como o Hotmail, Facebook, Twitter, etc. permitem que a ligação seja efetuada usando uma ligação segura. Ao efetuar uma ligação segura existe a garantia que os dados que são transmitidos do computador até ao serviço que se está a aceder estão devidamente protegidos. Infelizmente não existe forma simples de se saber se é possível aceder ao serviço usando sempre SSL, por isso cabe ao utilizador investigar: Em vez escrever http://www.twitter.com utilizem https://www.twitter.com (reparem que a diferença é o “s”). Em alguns caso é possível especificar na aplicação web (p.e. Hotmail, Twitter, Facebook) que se pretende usar sempre HTTPS em vez de HTTP. Existem ainda suplementos do tipo HTTPS Everywhere para o navegador Firefox que tentam sempre primeiro estabelecer a ligação HTTPS em vez de HTTP.

 

6. Prestar sempre muita atenção às aplicações que autorizamos acesso

Serviços como o Twitter e Facebook permitem que empresas externas criem aplicações que comuniquem e integrem com estes serviços. Existem dois problemas tipo de ameaças neste cenário: aplicações que pedem mais acessos do que aquilo que deviam; aplicações mal desenvolvidas que podem ser usadas para aceder à nossa conta. Antes de aceitar integrar essas aplicações devemos verificar se as permissões que pedem são as estritamente necessárias para realizar aquilo que anunciam e devemos periodicamente consultar as definições destas plataformas e verificar se queremos continuar a permitir que essas aplicações tenham acesso à nossa conta.

 

7. Monitorizar sempre as publicações

É comum os serviços web fornecerem uma forma de se provar a identidade distinta da palavra-passe baseada. Tipicamente esta forma de se provar a identidade é efetuada com base numa resposta secreta como por exemplo, nome da professora da escola primária, nome de solteiro, data de nascimento, nome do animal de estimação, etc. Com a adesão em massa das pessoas às redes sociais este tipo de informação que até alguns anos atrás seria de difícil obtenção encontra-se agora à distância de umas pesquisas na internet, pelo que é importante monitorizar constantemente aquilo que partilhamos com o mundo ou com os (pseudo)amigos/seguidores.

 

8. Teminar sempre a sessão

Depois de se iniciar a sessão num serviço web é colocada informação no nosso computador que nos permite navegar nesse serviço sem que seja necessário voltar a especificar a palavra-passe. Exemplo: abre o navegador; inicia a sessão por exemplo no serviço de email; fecha o navegador; volta a abrir o navegador e acede ao email; se reparares não te foi pedido novamente autenticação. O ato de fechar a janela do navegador ou desligar o computador não é o suficiente para a informação que te identifica desapareça do computador, pelo que é muito importante terminares explicitamente a sessão. Os passos são simples: basta clicar numa hiperligação que se encontra no serviço web que tipicamente tem a designação “logout”, “terminar a sessão” ou “sair”. Ao terminar a sessão o servidor é informado que saíste pelo que na próxima vez que acedas deverá apresentar-te novamente a janela de autenticação. Desta forma evitas que alguém ou algo se apodere da tua identidade.

 

 

Sei que existem muitas outros cuidados que se deve ter no uso de serviços baseados na Internet, mas se seguirem estas recomendações garanto-vos que estão mais seguros do que se não as seguissem.

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Deteção de problemas no disco rígido

30 Mar

Uma das peças mais frágeis que constituem o computador pessoal é o disco rígido, por isso, é expectável que quando um disco rígido não se encontra em perfeito estado, que o desempenho e a estabilidade do computador sejam afetados.

O disco rígido tem uma forte componente mecânica, como tal, as peças estão sujeitas a desgaste por uso. Para além do desgaste existe também o fator da densidade, ou seja, a capacidade de armazenamento dos dados aumentou sem que o tamanho físico do disco aumentasse, fazendo com que as operações de leitura e de escrita tenham de ser muito mais precisas (o que na maior parte das vezes nos equipamentos modernos acontece).  Se juntarmos estes dois fatores de instabilidade ao fato do sistema operativo necessitar constantemente de ler e escrever informação de/para o disco, obtemos uma forte dependência entre a estabilidade  do sistema operativo e o funcionamento do disco.

Dada a arquitetura e o modo de funcionamento dos discos rígidos não é fácil determinar quando é que um disco vai falhar, por isso é muito importante estar atento aos sintomas que podem ser tão vagos como:

  • Sistema operativo deixa de arrancar
  • Durante o processo de arranque do computador surgem mensagens relacionadas com falta de ficheiros ou entradas de registo corrompidas
  • Lentidão excessiva
  • Sistema operativo deixa de responder a efetuar algumas tarefas e depois aparentemente retoma
  • Ouvem-se barulhos (tipo cliques ou estalidos) quando o disco se encontra em funcionamento

Tirando o último sintoma referido, os restantes podem ser perfeitamente provocados por outras situações não relacionadas com o disco, por isso, infelizmente, o método mais eficaz para determinar o estado físico é monitorizar o estado do mesmo.

 

 

Como é que se pode monitorizar o estado físico de um disco?

É possível obter o estado físico do disco “pedindo” à controladora do disco que nos devolva o seu estado ou monitorizando os eventos que a controladora do disco vai passando para o sistema operativo. O “problema” destas duas opções são não serem evidentes como é que se realizam e no caso específico da segunda, a morosidade da pesquisa no Visualizador de Eventos por erros relacionados com o disco ou controladora do disco.

Neste artigo vou mostrar como é que com simples linhas de comando (em PowerShell) se consegue obter esta informação sem recorrer a software externo.

O primeiro passo é lançar o PowerShell, para tal basta efetuar:

  • Clicar em “Iniciar” e escrever “PowerShell”

Para saber se o que é que a controladora do disco está a dizer ao sistema operativo relativamente ao seu estado, deve executar-se na linha de comandos do PowerShell o seguinte:

 

(Get-WmiObject win32_diskdrive).status

 

Se o resultado for diferente de “OK” então é porque a controladora está a dizer que está a detetar demasiados erros ou que o disco em breve vai falhar.

Se não for devolvido nenhum resultado pela execução do comando então é porque a controladora não está a devolver informação SMART ou então o disco não suporta SMART.

Os valores possíveis, segundo a documentação da Microsoft, são “OK”, “Error”, “Degraded”, "Unknown", "Pred Fail", "Starting", "Stopping", "Service", "Stressed", "NonRecover", "No Contact" e "Lost Comm".

 

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Exemplo da execução quando não existem erros a reportar por parte da controladora

 

Para saber se já existem eventos registados no sistema operativo que evidenciem problemas no disco, deve executar-se na linha de comandos do PowerShell a seguinte instrução:

 

Get-EventLog -LogName System –InstanceId 3221487627 -ea 0 | ForEach-Object { $_.ReplacementStrings[0] } | Group-Object -NoElement | Sort-Object Count -Descending

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Exemplo da execução quando não existem erros

 

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Exemplo da execução num computador cujo disco apresenta bastantes erros

 

Podemos ainda usar o PowerShell para obter a opinião do sistema operativo sobre a necessidade ou não de se desfragmentar o disco. Para isso basta executar a seguinte instrução:

 

(Get-WmiObject win32_volume -filter "drivetype=3").DefragAnalysis().DefragRecommended

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Exemplo da execução num computador no qual o sistema operativo diz não existir a necessidade de se efetuar a desfragmentação do disco

 

Utilizando ainda o WMI podemos questionar o sistema operativo sobre se a controladora do disco informou o sistema operativo que está prestes a falhar. A execução deste comando perde um pouco a sua importância porque o próprio sistema operativo quando a controladora se encontra neste esta, informa o utilizador. Existem ainda BIOS que durante o arranque efetuam este mesmo teste e têm a capacidade de informar o utilizador. Para obter esta informação basta, uma vez mais na linha de comandos PowerShell, executar o seguinte:

 

Get-WmiObject -Namespace root\wmi -Class MSStorageDriver_FailurePredictStatus -property PredictFailure

 

Se o resultado for diferente de “False” é porque o disco se encontra com sérios problemas e como tal a primeira coisa que deve ser feita é uma cópia de segurança atual aos dados que interessam preservar pois dificilmente vão conseguir ver várias vezes esta mensagem.

blog044

Exemplo da execução num computador cuja controladora não prevê nenhuma falha do disco

 

 

Onde é que encontro o PowerShell para executar estas instruções?

O Windows PowerShell é um componente do Windows que vêm incluído no sistema operativo desde o Windows Vista e Windows 2008 Server, no entanto é possível instalar o PowerShell num Windows XP ou Windows 2003 , para isso basta descarregar e instalar o Windows Management Framework.

A página  que contem as hiperligações necessárias para os sistemas operativos Windows XP, Vista, 2003 e 2008 encontra-se em http://support.microsoft.com/kb/968930

Se o sistema operativo for Windows Server 2008 ou Windows Server 2008 R2 poderá ser necessário ativar o Windows PowerShell. Os passos para o fazer são os seguintes:

Na consola de gestão Server Manager clicar em “Features” | “Add Feature”. Na janela de funcionalidades ativar o “Windows PowerShell Integrated Scripting Environment (ISE)

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Imagem da consola de gestão do Windows Server 2008 R2 para adicionar a funcionalidade Windows PowerShell

 

 

Notas:

Nenhuma das instruções tem mais do que uma linha, apesar de visualmente aparentarem, por isso sugiro que copiem e colem diretamente a instrução na consola do PowerShell.

A dificuldade em detetar com antecedência problemas no disco rígido não está de forma alguma relacionada com o sistema operativo, ou seja, o Windows não é pior nem melhor que os outros. A verdadeira causa desta incerteza prende-se com o fato de os fabricantes de discos rígidos não disponibilizarem mais informação e informação mais concreta sobre o real estado do disco.

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Como instalar a actualização 7392 no Samsung Omnia 7

28 Set

O objectivo deste artigo é descrever uma das formas possíveis para se contornar o problema de instalação da actualização 7392 que poderá ocorrer no Samsung Omnia 7. Sem esta actualização não é possível actualizar o sistema operativo para a versão “Mango” (7720).

 

Cenário de erro 1:

Ao iniciar o Zune com o Windows Phone 7 cuja versão seja inferior à versão 7392 poderá surgir a seguinte mensagem de erro:

There was an error while trying to update your device with the latest software. Please try again.

The software mode reported by your phone isn’t correct.

To see if there is more information about this error, click Web Help

ERROR CODE

801812C1

blog031

 

Cenário de erro 2:

Outro dos sintomas é o processo de actualização ficar preso no passo 6, ou seja, o Zune apresenta a seguinte mensagem:

Step 6 of 10: Restaring your phone…

Don’t use or disconnect your phone until the update is complete

e no telefone aparece apenas o logótipo de arranque deste aparelho  (Samsung Omnia)

 

blog030

 

 

A Microsoft criou um artigo técnico onde explicam como corrigir este problema. Nesse artigo referem a existência de um utilitário produzido pela Samsung que permite corrigir o problema existente no bootloader dos dispositivos Samsung Omnia 7.

Ao tentar usar essa ferramenta (Device Update Support Tool for OMNIA7) os utilizadores são confrontados com a impossibilidade de chegar ao “download mode”, ou seja, mesmo realizando a combinação de teclas descrita, o aparelho nunca fica em Download Mode.

 

 

Existem duas soluções possíveis:

 

Solução 1:

Levar o aparelho a um centro de suporte autorizado da Samsung e esperar que a equipa técnica corrija a situação

 

Solução 2:

Criar um pingarelho para colocar o dispositivo no estado Download Mode. Os passos são simples e o custo é muito baixo, no entanto, e porque se trata de uma operação não oficial e delicada, a responsabilidade fica a cargo do leitor deste artigo.

 

Material necessário:

  • 3 resistências de 100K
  • Fita-cola
  • Tesoura
  • Um pedaço de fio com isolamento ou qualquer coisa para isolar

 

(As resistências estão disponíveis em qualquer loja de electrónica e custam sensivelmente 2 cêntimos cada)

 

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Passos para construir o pingarelho:

1 – Remover o isolamento do fio

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2 – Ligar as resistências em série. Ter atenção para pela mesma ordem, ou seja, Castanho – Preto – Amarelo – Dourado com Castanho – Preto – Amarelo – Dourado. Numa dos pernos introduzir o isolamento.

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3 – Dobrar a peça por forma a juntar o mais possível os pernos das extremidades.

Outra solução é envolver um dos pernos com fita isoladora e colar os dois pernos um ao outro. Como tinha fita a isolar, nenhum deles se tocava e consegui que os pernos ficassem mesmo muito juntos (à distância da grossura da fita isoladora).

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4 – Isolar com fita-cola com excepção dos últimos milímetros dos pernos

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O pingarelho está pronto. Vamos agora às instruções de como funciona.

 

 

Passos para colocar o Omnia 7 em Download Mode:

1 – A bateria tem de estar no mínimo com 80% de carga

2 – Retirar a bateria e pressionar o botão de ligar/desligar para retirar toda e qualquer energia que ainda possa estar armazenada

3 – Voltar a colocar a bateria mas não ligar o aparelho

4 – Encostar os pernos do pingarelho nos contactos 1 e 2 do Omnia 7. Se não funcionar, virar o pingarelho ao contrário.

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5 – Mal consigam encostar correctamente os pernos aos pinos certos vai aparecer no ecrã o símbolo do Download Mode

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Passos para actualizar o Omnia 7 usando a ferramenta da Samsung:

1 – Descarregar e instalar o Omnia 7 Device Update Support Tool & USB driver directamente da página oficial da Samsung.

2 – Com o aparelho em Download Mode liga-lo ao computador e seguir as instruções do assistente da Samsung. Com o software é disponibilizado um PDF com instruções detalhadas.

3 – Após actualização da Samsung basta ligar novamente o Samsung Omnia 7 ao Zune e seguir as instruções da instalação da actualização 7392.

 

 

Uma vez mais recordo que esta operação não é oficial e pode por em causa o bom funcionamento do aparelho e/ou a garantia do mesmo pelo que declino toda e qualquer responsabilidade do que possa decorrer na execução destas instruções.

 

 

Recursos adicionais:

Artigo técnico da Microsoft

http://support.microsoft.com/kb/2547687

Página Oficial da Samsung onde pode ser descarregada a ferramenta de actualização:

http://www.samsung.com/uk/consumer/mobile-devices/smartphones/windows/GT-I8700YKAH3G-support

Página de onde foram retiradas as imagens do processo:

http://forum.xda-developers.com/showthread.php?t=1092824

Sugestão de loja na cidade do Porto onde se podem adquirir as resistências:

http://www.aquarionet.com/

Centro de assistência da Samsung Portugal:

http://www.samsung.com/pt/support/location/supportServiceLocation.do?page=SERVICE.LOCATION

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Unidades de memória sólida (Solid-State Drive – SSD)

19 Set

A tecnologia de armazenamento está em constante evolução. Prova disso são as unidades de memória sólida, ou Solid-State Drives (SSD) em inglês, que substituem o tradicional mecanismo electromecânico de pratos em rotação e cabeças de escrita/leitura, por memórias flash.

 

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O objectivo desta publicação é dar a conhecer alguns conceitos básicos sobre esta tecnologia.

 

Os principais benefícios do armazenamento em unidades SSD são os seguintes:

  • Aceso muito rápido a localizações aleatórias uma vez que já não existem componentes electromecânicos envolvidos no processo de localização ;
  • Baixos tempos de latência devido a eliminação dos tempos de pesquisa ;
  • Performance consistente de leitura porque a localização física deixou de ser relevante ;
  • O efeito da fragmentação de ficheiros passa a ser negligenciável devido à eliminação dos componentes electromecânicos, ou seja, já não interessa o local físico dos dados ;
  • Nível de ruído extremamente baixo uma vez que não existem componentes mecânicos ;
  • Fiabilidade mecânica elevada ;
  • Resistência a variações magnéticas

Mas nem tudo são rosas… Devido à natureza das memórias sólidas (flash) e ao processo de como os dados são escritos, a performance de escrita nas unidades SSD degrada-se ao longo do tempo. Ao contrário dos discos rígidos tradicionais (electromecânicos), cada operação de escrita precisa não de uma, mas sim de no mínimo duas operações: uma para eliminar os dados e outra para escrever!

 

A performance das unidades SSD depende dos seguintes factores:

Resistência de escrita

Todos os blocos de memória flash têm um limite de ciclos de escrita. O valor máximo de ciclos de escrita (resistência) depende do tipo de memória flash (MLC ou SLC) usada na construção do SSD que pode variar entre os 10.000 ciclos nos modelos SSD mais antigos e o 1.000.000 de ciclos de escrita nos SSD mais modernos.

Amplificação de Escrita

Pode-se caracterizar o efeito de Amplificação de Escrita (Write Amplification) como sendo um fenómeno indesejável associado às memórias flash e às unidades de memória sólida (em bom rigor a todas as memórias NAND). Este fenómeno decorre do facto de qualquer operação de escrita ter de ser precedida de uma outra operação de escrita. Esta necessidade de preparar o bloco para poder ser utilizado acelera o processo de desgaste da célula, diminuindo assim o tempo de vida útil do SSD.

Tal como nas unidades de disco tradicionais os dados são dispostos em blocos. Ao contrário do que estávamos habituados, o tamanho dos blocos nos SSD são fixos não sendo possível ao utilizador redefini-los. Dependendo do tipo de memória NAND usada, um pedaço de 4k de dados pode chegar a ocupar um bloco de 512k! Quando qualquer porção dos dados é alterado, o bloco precisa de ser assinalado para eliminação de forma a poder acomodar os novos dados. A quantidade de espaço necessário para cada escrita pode variar. O efeito de amplificação de escrita pode numa unidade SSD tradicional ir de 15 a 20, ou seja por cada 1MB de escrita de dados, poderão ser necessários 15MB a 20MB de espaço.

 

Para melhorar resolver o problema do efeito de escrita e o problema do desgaste acelerado, os fabricantes dotaram as suas unidades de duas funcionalidades importantes:

Nível de desgaste

Os controladores SSD mantêm um registo de quantos ciclos de eliminação já foram realizados em cada bloco e dinamicamente realocam o índice lógico à localização física tentando assim espalhar uniformemente o desgaste das células pela unidade. Através desta técnica consegue-se prolongar o tempo de vida das unidades SSD.

Sobredimensionamento

Sabendo que o efeito de desgaste vai de facto acontecer com o decorrer do tempo, as unidades SSD têm mais capacidade do que aquela anunciada. Ao aumentar a real capacidade de provisionamento da memória (que o utilizador não consegue aceder), os controladores SSD podem usar estas células extra para criar blocos pré-preparados que poderão ser usados quando necessário.

TRIM

É um mecanismo que permite aos sistemas operativos informar o controlador da unidade SSD que se podem eliminar os dados de determinada célula  facilitando as operações de escritas subsequentes para que não tenham a necessidade de solicitar o mover, o eliminar e o escrever de dados. Com esta técnica os SSDs conseguem manter a performance de escrita por maiores períodos de tempo. Para que o TRIM seja eficiente, tanto a unidade SSD como o sistema operativo precisam de conseguir “falar” TRIM. O Windows 7 e o Windows Server 2008 R2 conseguem “falar” TRIM.

 

 

Tipos de SSD

As unidades de memória sólida podem ser construídas com base em dois tipos de células: SLC (Single Level Cell) ou MLC (Multi Level Cell). Compreender as diferenças entre este dois tipos de células é crucial para a performance, longevidade e custo.

Num sistema baseado em células SLC, cada célula preserva apenas um estado, ou seja, 1 bit, ou por outras palavras, um estado ligado ou desligado. Já num sistema baseado em MLC cada célula pode preservar mais do que um estado (tipicamente 4 estados).

As principais vantagens do sistema MLC são o custo (cada célula contem mais dados) e a performance (mais dados no mesmo espaço físico, logo mais rápido); no entanto é no capítulo da fiabilidade que o sistema MLC é mais frágil, pois ao perder-se uma célula não se está a perder apenas um bit mais sim vários.

Apesar de todas as unidades integrarem algoritmos de correcção de erro, os baseados em MLC tornam-se mais frágeis porque os algoritmos podem não conseguir recuperar toda a informação e ao serem permitidas múltiplas escritas a célula encontra-se mais sob pressão provocando um desgaste mais acelerado. Outras das desvantagens do MLC são os tempos de escrita: como cada célula contem mais do que um bit a precisão tem de ser maior, obrigando a mais verificações por cada ciclo e a um maior consumo energético.

As unidades baseadas em células individuais (SLC) são constituídas por transístores FGMOS. Tal como mencionado no início deste capítulo, cada célula armazena tipicamente 1 bit de dados. As memórias baseadas em SLC apresentam por isso velocidades de escrita superiores, menor consumo energético e maior durabilidade quando comparadas com as baseadas em MLC. Por outro lado, como cada célula armazena apenas um bit são necessárias mais células para armazenar a mesma quantidade de dados que nos baseados em MLC, tornando por isso estas unidades mais dispendiosas por MB.

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Como renomear um conjunto de ficheiros para nomes distintos

10 Ago

Tive recentemente a necessidade de renomear um conjunto bastante alargado de ficheiros para um nome que fosse constituído por uma parte fixa e uma outra incremental com o objectivo de no final ter um nome distinto por ficheiro. Exemplo: Renomear os ficheiros

testeaaa.txt

olaabc.txt

qualquercoisa.txt

para

ficheiro1.txt

ficheiro2.txt

ficheiro3.txt.

 

O Explorador do Windows permite renomear ficheiros em bloco através da interface. Para isso basta seleccionar todos os ficheiros que se pretende renomear, clicar com o botão direito do rato e escolher a opção de contexto “Renomear”. Esta solução para o meu caso específico não era eficaz porque os ficheiros ficariam com o seguinte aspecto:

ficheiro (1).txt

ficheiro (2).txt

ficheiro (3).txt

O problema deste método é a existência de um espaço após o nome “ficheiro” e o número incremental encontrar-se dentro de parêntesis.

 

Em seguida lembrei-me do comando REN que permite renomear ficheiros. A sintaxe deste comando é bastante simples:

RENAME [unidade:][caminho]nomedeficheiro1 nomedeficheiro2.
REN [unidade:][caminho]nomedeficheiro1 nomedeficheiro2.

 

O problema que me faltava resolver era como é que poderia gerar a parte incremental para o nome do ficheiro….

Para tornar o nome “único” lembrei-me que poderia utilizar a notação 8.3 dos nomes dos ficheiros isto porque para evitar duplicação de nomes o sistema operativo coloca após o 6 caracter um valor incremental.

Para obter apenas os nomes dos ficheiros de uma pasta basta executar o comando:

dir /b

Para obter o nome dos ficheiros na notação 8.3 executa-se:

dir /x

O problema desta abordagem consiste na complexidade de intercalar estes dois resultados, ou seja, executar de uma só assentada a operação de renomeação de ficheiros.

Após diversas experiências concluí que não era viável ir por este caminho pois não existe nenhuma forma simples (e sem recurso a aplicações de terceiros) de intercalar estes dois resultados de forma a produzir um simples comando para fazer alterações em batch.

 

E agora a solução:

A solução para o meu problema consiste em duas pequenas batch files:

Contador.bat (incrementa o valor de uma variável e orquestra a execução da operação de renomeação)

MudaNome.bat (executa a mudança do nome com base na informação proveniente da bacth “Contador.bat

 

Conteúdo do ficheiro “Contador.bat

set /a contador=0

for %%f in (*.txt) do call MudaNome2.bat "%%f"

 

Conteúdo do ficheiro “MudaNome.bat

set /a contador=%contador%+1
ren "%1" ficheiro%contador%.txt

 

Se tiverem curiosidade em saber mais sobre os comandos internos usados basta na linha de comandos executar:

set /?

for /?

call /?

 

Provavelmente a forma mais elegante de resolver este problema seria criar um pequeno script em PowerShell, no entanto como ainda não me habituei ao PowerShell e passei (demasiados) anos a criar batch files, optei por esta forma mais arcaica (mas que funciona).

 

 

Recursos externos:

Guia de referência dos comandos de linha do Windows

http://technet.microsoft.com/pt-br/library/cc754340(WS.10).aspx

Guia de referência rápida do PowerShell

http://www.microsoft.com/download/en/details.aspx?displaylang=en&id=7097

Literatura no MSDN para quem quer iniciar-se no PowerShell

http://msdn.microsoft.com/en-us/library/aa973757(VS.85).aspx

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