Guia para utilizadores do Windows XP

notificação fim de suporte apresentada aos utilizadores do Windows Update no Windows XP

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O suporte ao Windows XP termina oficialmente dia 8 de abril de 2014, ou seja, após esta data não serão mais disponibilizadas a partir do Windows Update atualizações.

Este fim de vida, à muito anunciado, tem causado bastante polémica, suscitado dúvidas e até gerado mitos.

Neste artigo vou explicar o significado do fim de vida de um produto Microsoft, abordar as implicações para o negócio em manter o Windows XP no ativo; descrever algumas das preocupações do ponto de vista de segurança e conselhos para quem tem de manter este sistema operativo no ativo após 8 de abril.

 

Ciclo de vida de um produto Microsoft

Todos os produtos têm um período de vida durante a qual o fabricante garante todo o suporte em caso de falha ou avaria. No dicionário da Microsoft, fim de vida de um produto, corresponde ao período após o qual a Microsoft deixa de ter de garantir, entre outras coisas, correções de anomalias ou problemas de segurança, isto porque já existe pelo menos uma versão superior.

No que respeita a software empresarial  (caso dos sistemas operativos), a Microsoft garante no mínimo 10 anos de suporte: 5 anos de suporte base a contar desde o lançamento do produto, mais 5 anos após o fim do suporte base a contar da data de disponibilização do produto sucessor.

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Diferença entre suporte base e extensão de suporte

Imagem 1: Principais diferenças entre suporte base e extensão de suporte

 

O Windows XP foi lançado em 2001, logo o suporte base terminaria em 2006, no entanto porque o Service Pack 3 foi lançado em 2007, o suporte base terminou efetivamente em 2009. Somando 5 a 2009 obtêm-se 2014. Após esta data, apenas os clientes com contratos especiais terão acesso a correções de segurança ou de produto.

 

 

Implicações para o negócio

Basear um negócio ou um processo de negócio num produto sem suporte é um risco. Pode significar perder uma certificação por uso de software não conforme ou então em caso de falha ficar com o negócio parado.

As empresas que se enquadrem neste cenário devem o quanto antes por em marcha um processo de modernização. Este tipo de processos deveria ser uma preocupação constante das empresas que se querem manter competitivas e que querem dotar os seus colaboradores com ferramentas modernas e adequadas aos desafios modernos.

Um sistema operativo moderno, como o Windows 8, é mais barato de manter do que a versão antiga, como o Windows XP, o que se traduz  numa redução de custos para o negócio. Um sistema operativo recente trás também outras capacidades e caraterísticas que ajudam a melhorar o negócio tornando-o mais rápido e/ou mais fácil.

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Imagem 2 – Fim do suporte base e alargado dos sistemas operativos Windows XP, Windows Vista, Windows 7 e Windows 8

 

 

Implicações de segurança

Um sistema operativo presente em mais de 400 milhões de computadores sem qualquer tipo de correção de possíveis futuras falhas de segurança torna-se num atrativo irresistível para aqueles que  vivem no lado escuro.

Alguns especialistas de segurança proclamam que após esta data estas máquinas serão tomadas por piratas para roubo de informação ou usadas para perpetrarem atos ilícitos.

Pessoalmente acredito que não vai ocorrer nenhum cataclismo, no entanto considero que a vida dos piratas está bastante facilitada, pois entre outras técnicas, poderão simplesmente analisar as correções feitas por exemplo Windows 7 e recriar a mesma falha no Windows XP.

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Imagem 3 – Taxa de infeção por sistema operativo até ao quarto trimestre de 2012

 

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Imagem 4 – Mecanismos de segurança presentes no IE8 (versão máxima suportada no Windows XP SP3)  e no IE10 (Windows 8)

 

 

Guia de sobrevivência

 

Dica #1 – Usar utilizadores não administradores

A esmagadora maioria das ameaças de segurança poderiam ser evitadas se os utilizadores tivessem contas normais em vez de administração. Uma conta normal não tem tipicamente privilégios de sistema suficientes para infetar ou danificar o sistema.

 

Dica #2 – Remover do sistema tudo o que não se usa

Este é o momento ideal para verificar no painel de controlo se tem alguma aplicação que já não usa e desinstala-la. Quanto menos aplicações tiver instaladas menor é a superfície de ataque, e por consequência menor o risco de infeção.

 

Dica #3 – Mudar de navegador de internet

Após dia 8, uma eventual falha de segurança no Internet Explore (IE)não será corrigida. Usar um navegador de Internet como o Firefox ou Chrome é uma boa medida uma vez que estes fabricantes vão continuar a suportar e a corrigir eventuais falhas de segurança.

 

Dica #4 – Instalar um antivírus diferente do Microsoft Security Essentials

Apesar das assinaturas de vírus continuarem a serem distribuídas durante mais algum tempo para os utilizadores do Microsoft Security Essentials, o motor do antivírus não vai ser mais atualizado, por isso é uma medida importante instalar um antivírus. Tendo em conta as circunstâncias recomendo um antivírus pago em vez de uma versão gratuita.

 

Dica #5 –Desconectar o computador de toda e qualquer rede

Ao isolar o computador do mundo, as questões de segurança deixam de ser preocupação, isto porque um dos vetores mais usados nas infeções transitam na rede.

 

 

Dúvidas e mitos

 

É verdade que a Microsoft não vai mais disponibilizar atualizações para o Windows XP… nem mesmo se for muito muito importante?

Sim é verdade. Dia 8 será mesmo o último dia que o Windows XP receberá atualizações.

 

Vou ser avisado de alguma forma que o ciclo de vida do meu XP terminou?

Sim. O Windows Update irá enviar uma caixa de diálogo com uma notificação de final de suporte. A notificação irá apresentar o texto indicado na imagem abaixo.

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Imagem 5 – Notificação de fim de suporte que vai ser apresentada mensalmente ao utilizadores do Windows Update

 

A Microsoft vai continuar a disponibilizar atualizações para o meu Office mesmo que esteja instalado num Windows XP?

Sim. As atualizações e correções de outros produtos, desde que não estejam relacionadas com o sistema operativo, continuaram a ser distribuídas e suportadas.

Após dia 8 o Windows XP vai deixar de funcionar

Não. O Windows XP vai continuar a operar da mesma forma e com a mesma eficiência.

 

É verdade que o Windows Server 2003 termina também o ciclo de vida?

Não. O Windows Server 2003 vê o seu suporte extendido terminado em julho de 2015.

 

 

Recursos adicionais:

Ciclo de Vida do Suporte Microsoft

https://support.microsoft.com/lifecycle/?ln=pt-pt

Notificação de extinção do Windows XP:

https://www.microsoft.com/pt-pt/windows/business/retiring-xp.aspx

Fim do suporte do Windows XP:

http://www.microsoft.com/enterprise/pt-pt/xp-eos.aspx#fbid=bjBspUe2znX

Guia de atualização do Windows XP para Windows 8:

http://windows.microsoft.com/pt-pt/windows-8/upgrade-from-windows-vista-xp-tutorial

Cyber threats to Windows XP and guidance for Small Businesses and Individual Consumers:

http://blogs.technet.com/b/security/archive/2014/03/24/cyber-threats-to-windows-xp-and-guidance-for-small-businesses-and-individual-consumers.aspx

 

Podcast em Português

10web

10web podcast

 

Subscrever e acompanhar regularmente podcasts é claramente uma das formas mais simples e eficazes de nos mantermos atualizados.

Recentemente encontrei um podcast português (com sotaque do norte) onde de forma aberta e descontraída se fala sobre tecnologias: 10web.

 

10web, lê-se dez web ou desenvolvimento web e é um podcast sobre estas coisas do desenvolvimento para a web.

Com um olho no WordPress, outro nas Redes Sociais e um pezinho no CSS mas principalmente com vontade de falar com profissionais portugueses desta área.

No dia 31 de março vai ficar disponivel o 3º programa, desta vez com Nuno Morgadinho da Widgilabs onde, entre outras coisas, se fala sobre como é lançar e manter um tema wordpress.

Nos episódios anteriores falou-se com Francisco Tomé Costa (http://10web.pt/convidados/francisco-tome-costa/), empreendedor com diferentes projetos, tendo abordado questões relativas ao desenvolvimento dos seus projetos Tymr e Chique.

Já falaram também com André Luís (http://10web.pt/convidados/andreluis/), Front-end engineer e especialista em usabilidade, essencialmente sobre webdesign.

O 10web é, para já, um projeto mensal, onde todos os meses irão falar com alguém sobre as diferentes vertentes do desenvolvimento web, desde design a programação passando pelo negócio.

Este projeto é realizado por Ricardo Correia e Vitor Silva.

 

Recursos adicionais:

Página principal do 10web:

http://10web.pt

Artigo de 2010 com mais sugestões de podcasts:

http://ojmoura.wordpress.com/2010/06/14/podcast/

Podem enviar sugestões ou comentários diretamente para os autores do 10web através dos endereços rfvcorreia(arroba)gmail.com ou vitorsilva.com(arroba)gmail.com

 

Consultório: Ao aceder uma biblioteca surge a mensagem “Documents.library-ms deixou de funcionar”

Ao tentar aceder a uma biblioteca corrompida é apresentada a seguinte mensagem de erro:

“Documents.library-ms deixou de funcionar” (“Documents.library-ms não está mais funcionando” em Português do Brasil ou “Documents.library-ms is no longer working” em Inglês)

Figura 1 – Mensagem de erro Documents.library-ms num Windows 7

Uma vez que uma biblioteca não é mais do que um apontador para uma ou mais localizações, a solução passa por eliminar as bibliotecas e recriar novamente as mesmas.

Os passos em detalhe são os seguintes:

1 – No explorador do Windows, clicar com o botão direito do rato na biblioteca “Documentos” que se encontra no painel de navegação (lado esquerdo da janela) e escolher a opção de contexto “Eliminar” conforme figura 2

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Figura 2 – Opção de contexto para eliminar uma biblioteca no Windows 8.1

2 – Repetir o passo anterior para todas as bibliotecas do Windows (tipicamente “Documentos”, “Imagens”, “Músicas”, “Podcasts”, “Vídeos”)

3 – Uma vez eliminadas todas as bibliotecas, clicar com o botão direito do rato em “Bibliotecas” e escolher a opção de contexto “Restaurar bibliotecas predefinidas” conforme figura 3

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Figura 3 – Opção de contexto no Windows 8.1 para Restaurar bibliotecas predefinidas

4 – Se no painel de navegação não estiverem a ser apresentadas as bibliotecas, deverá aceder ao friso “Ver”, expandir a lista “Painel de navegação” e escolher a opção “Mostrar bibliotecas”

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Figura 4 – Configurar o painel de navegação para apresentar as bibliotecas

Recursos adicionais:

Artigo técnico “Opening a Library in Windows Explorer gives error that it is no longer working”: http://support.microsoft.com/kb/2895090

Página dedicada à funcionalidade “Bibliotecas”: http://windows.microsoft.com/pt-pt/windows7/products/features/libraries

Arranque Seguro e UEFI

Unifed Extensible Firmware Interface (UEFI) ou em Português, Interface Unificada de Firmware Extensível, é uma especificação desenhada para substituir o subsistema BIOS (Basic Input Output System) que se encontra presente em todos os computadores. A BIOS é uma peça essencial para coisas tão elementares como instalar um sistema operativo quando ainda não existe nenhum SO instalado.
A necessidade de evolução da BIOS nasceu, tal como quase tudo na indústria, de limitações da plataforma anterior, como por exemplo o limite de endereçamento direto de memória, o aspeto gráfico ou questões de atualização. Esta evolução começou a materializar-se no início do século mas foi só a partir do lançamento do Windows 8, quando a Microsoft indexou a obtenção do logotipo de certificação a uma funcionalidade designada de “Arranque Seguro” (ou “Secure Boot” em Inglês) que se começou a falar sobre UEFI.

Neste artigo vou explicar o que é o Arranque Seguro e como é que o mesmo funciona.

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Imagem 1 – Arquitetura integridade da plataforma Windows 8

Arranque Seguro (Safe Boot)

O Arranque Seguro foi desenvolvido para impedir malware de se infiltrar na máquina antes do próprio sistema operativo iniciar a sequência de arranque. Se um malware for capaz de se carregar antes do sistema operativo arrancar, o mesmo passa a ter a capacidade de contornar e evitar qualquer medida de segurança e ao mesmo tempo tornar-se invisível (recomendo leitura do artigo Rootkits).

O processo de Arranque Seguro segue o princípio das assinaturas onde apenas o software assinado e aprovado pode ser executado. Se uma peça de software, seja ela sistema operativo, ROMs ou firmware, não se encontrar assinada e aprovada a execução da mesma é recusada.

A primeira peça a ser assinada e autorizada é o Gestor de Arranque do Windows que desta forma impede a partir daquele momento a execução de qualquer outro software antes dele que não se encontre devidamente assinado e autorizado.

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Imagem 2 – Percurso de arranque com a BIOS no modo Legado

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Imagem 3 – Percurso de Arranque Seguro com via UEFI

Modo de funcionamento

Internamente o UEFI está dividido em três áreas: Uma que contém a lista de signatários e assinaturas das aplicações autorizadas, conhecida por “db”, uma outra área com o oposto, ou seja, com a lista de signatários não confiáveis ou revogados e aplicações não autorizadas, conhecida por “dbx”, e por último uma área que é usada para atualizar a lista de assinaturas autorizadas e revogadas, conhecida por “KEK”.

Depois de o computador ser ligado, as bases de dados de assinaturas são comparadas com a chave de plataforma. Se o firmware não for confiável, o firmware UEFI tem de iniciar o processo de recuperação específico do fabricante para restaurar um firmware confiável. Se houver um problema com o Gestor de Arranque do Windows, o firmware tentará usar uma cópia de segurança do Gestor de Arranque do Windows. Se isto também falhar, o firmware tem de iniciar o processo de remediação específico do fabricante. Após o início da execução do Gestor de Arranque do Windows, se houver um problema com os controladores ou com o núcleo NTOS, é carregado o Ambiente de Recuperação do Windows (Windows RE), para que seja possível recuperar a imagem destes controladores ou do núcleo. Em seguida, o Windows carrega o software antimalware. Finalmente, o Windows carrega os outros controladores do núcleo e inicializa os processos em modo de utilizador.

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Imagem 4 – Bases de dados de segurança para os certificados

Aspetos negativos do Arranque Seguro

Uma das questões levantadas por esta implementação está relacionada com o facto de uma vez o Windows 8 instalado na máquina apenas versões futuras do sistema operativo Windows poderão ser instaladas. Se tentar numa máquina com UEFI/Windows 8 instalar um Linux vai verificar que o mesmo não é possível porque o arranque do boot loader do Linux não vai ser autorizado a arrancar.

Da mesma forma que é possível impedir outros boot loaders de arrancarem é possível instrumentar o arranque seguro para por exemplo impedir a instalação do Windows Server numa máquina que tenha sido vendida com o propósito de correr apenas o Windows 8.

Para aumentar o grau de complexidade deste tema podemos ainda adicionar os seguintes factos:

  • Para se poder gerar chaves válidas, o boot loader precisa ser assinado por uma CA de confiança… este processo é simples numa empresa que produza código fechado mas difícil de se conseguir com código aberto como é o caso do Linux.
  • A maior parte dos fabricantes não incluíram nas placas mães a funcionalidade de desligar o Arranque Seguro fazendo com que seja na maior parte dos casos um processo irreversível.

Como determinar se o Windows está arrancar em modo BIOS ou UEFI

Existem diversas técnicas para determinar que modo uma instalação do Windows está a usar para arrancar. Abaixo listo apenas dois desses métodos.

Método #1

1. Executar o comando “msinfo32”

2. Na janela “Informações de sistema” o valor do campo “Modo de BIOS” indica o modo de arranque do Windows

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Imagem 6 – Janela Informações de Sistema mostrando que a BIOS se encontra em modo Legado

Método #2

1. Executar o comando “notepad C:\Windows\Panther\setupact.log”

2. No Bloco de Notas pesquisar por “Detected boot environment”

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Imagem 7 – Entrada do ficheiro setupact.log mostrando que a BIOS se encontra em modo Legado

Consultório: Após atualizar para o Windows 8.1 aparece a marca de água a dizer que o Secure Boot (Inicialização Segura) não se encontra configurado corretamente

Na maior parte dos casos a forma de ultrapassar esta situação passa por desligar na BIOS o modo legado (legacy mode) da mesma e ativar o Secure Boot. Se a BIOS não apresentar esta opção o primeiro passo a fazer é procurar no sítio do fabricante se existem atualizações de firmware para a BIOS que possam ser aplicadas ao sistema, caso existam, devem aplicar-se, caso contrário pode aplicar-se a correção descrita no artigo “Actualização remove a marca d’água “O Windows 8.1 SecureBoot não está configurado correctamente” no ponto 8.1 do Windows e Windows Server R2 de 2012”.

Em alternativa à aplicação da correção, pode desativar-se o LUA (Limited User Account) no registry, reiniciar o computador, verificar que a marca d’água já não aparece e voltar a ativar o LUA. Para efetuar esta operação deve alterar-se o valor da chave EnableLUA de 1 (ativo) para 0 (desativo) que se encontra em:

HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Microsoft\Windows\CurrentVersion\Policies\System

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Chave do registo para ativar o LUA

Recursos adicionais:

Artigo sobre Rootkits: https://ojmoura.wordpress.com/2011/06/13/rootkits/

Informação sobre “UEFI Secure Booting”: http://mjg59.dreamwidth.org/5552.html

Artigo da equipa Windows sobre “Protecting the pre-OS environment with UEFI”: http://blogs.msdn.com/b/b8/archive/2011/09/22/protecting-the-pre-os-environment-with-uefi.aspx

Artigo da equipa Windows sobre “Reengineering the Windows boot experience”: http://blogs.msdn.com/b/b8/archive/2011/09/20/reengineering-the-windows-boot-experience.aspx

Página sobre o processo de certificação de hardware Windows: http://msdn.microsoft.com/en-us/windows/hardware/gg463010

Informações sobre UEFI no Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/UEFI

Artigo técnico com a correção para remover a marca d’agua SecureBoot: http://support.microsoft.com/kb/2902864/pt-pt

Antivírus no Windows 8 e Windows 8.1

Windows Defender no Windows 8

Todas as edições do Windows 8 e do Windows 8.1  trazem de base um antivírus/antimalware: o Windows Defender.

Windows Defender no Windows 8

A última vez que a Microsoft optou pela estratégia de distribuir um antivírus juntamente com o sistema operativo foi no MS-DOS 6.0 com a inclusão do MSAV (Microsoft Anti-Virus) que era uma versão adaptada do CPAV (Central Point Anti-Virus).

No Windows 8.x a Microsoft pegou na solução antivírus/antimalware Microsoft Security Essentials e alterou o nome para Windows Defender.

Esta alteração provocou alguma confusão nos utilizadores finais porque o Windows Defender foi introduzido na altura do Windows Vista/7 e apenas desempenhava o papel de antimalware (tal como cheguei a descrever no artigo “Qual a diferença entre o Microsoft Security Essentials e o Windows Defender?“) e agora no Windows 8.x tem todas as funcionalidades do Microsoft Security Essentials.

Para confundir ainda mais, a Microsoft manteve o Microsoft Security Essentials ativo e disponível para as versões anteriores do Windows, ou seja, para o Windows XP, Windows Vista e Windows 7.

Em termos de funcionalidades o Windows Defender no Windows 8.x tem todas as funcionalidades do Microsoft Security Essentials. Em termos de aspeto gráfico única diferença relevante a apontar é o nome da aplicação :).

Recursos adicionais:

Página oficial do Microsoft Security Essentials:

http://windows.microsoft.com/pt-pt/windows/security-essentials-all-versions

Informação sobre proteção do PC (Windows Defender e Windows SmartScreen):

http://windows.microsoft.com/pt-pt/windows-8/windows-defender#1TC=t1

História do Windows Defender:

http://en.wikipedia.org/wiki/Windows_Defender

Análise ao rato Mousetrapper Advance

No que respeita a ergonomia, costumo dividir os ratos em duas categorias: os ratos que se dizem ergonómicos mas não o são, e os verdadeiramente ergonómicos. O Mousetrapper pertence à categoria dos ratos verdadeiramente ergonómicos. O Mousetrapper possui ainda outra caraterística: desafia a definição clássica de rato pois a sua aparência está longe de ser de passar despercebida.

Visão geral do Mousetrapper Avdanced

Neste artigo vou analisar em detalhe o rato Mousetrapper Advanced da empresa sueca Mousetrapper Nordic.

Introdução

A primeira coisa que salta à vista no Mousetrapper é o posicionamento do mesmo: situa-se entre o teclado e o utilizador, ao contrário dos ratos convencionais que ficam à direita ou à esquerda do teclado. Ao posicionar o rato nesta zona deixa de ser necessário fazer o movimento de esticar o braço para movimentar o ponteiro do rato, diminuindo o esforço da mão, antebraço, braço e pescoço.

O Mousetrapper tem o comprimento de um teclado convencional, fazendo com que não seja necessário espaço adicional para acomodar o dispositivo. Aproveitando-se do tamanho generoso e localização do mesmo, o Mousetrapper é constituído por duas zonas almofadadas à direita e à esquerda do bloco central, que criam uma zona neutra de repouso muito confortável que apoiam e suportam a zona do pulso, mantêm as mãos numa posição natural e permitindo as mesmas operar com o teclado.

Mousetrapper Avdanced junto de um teclado

Bloco central

O bloco central do Mousetrapper tem um aspeto idêntico ao do touchpad dos computadores portáteis com a diferença que se move. Pode parecer um pormenor mínimo mas esta diferença torna o Mousetrapper mais natural que os touchpads convencionais. Por exemplo, num touchpad o simples alternar entre dedos faz mover o ponteiro do rato o que faz com que normalmente só se use um dedo e os restantes tenham de estar numa posição recolhida por forma a não criar alterações de movimento. No caso do bloco central do Mousetrapper o ponteiro só se move com o movimento físico e explícito dos dedos. Dada a natureza do movimento torna-se intuitivo mover o ponteiro do rato com qualquer dedo ou dedos, inclusive com os dedos da mão menos habitual, tudo isto sem perder precisão.

Bloco central do Mousetrapper Advanced

O bloco central é coberto por uma espécie de tecido flexível (tecnicamente é Poly Jersey) com umas estrias horizontais sobrelevadas feitas de um material que impede que o dedo escorregue. Por debaixo do tecido encontra-se um mecanismo que transforma o bloco inteiro numa zona de ação, ou seja, uma espécie de botão de rato com dimensão do bloco. A força necessária para despoletar o clique é ligeira e precisa. O pressionar nesta zona é acompanhado por um efeito sonoro mecânico que garante a rápida percepção do utilizador final de que uma ação foi despoletada.

Ao movimentar o bloco para um dos lados e ao chegar ao limite da zona de ação percebe-se que é possível reposicionar o dedo e continuar a efetuar o movimento no mesmo sentido porque o tecido acompanha. Ao fim de alguns movimentos descobre-se que existe um limite máximo de distância percorrida horizontalmente e que verticalmente esse movimento é infinito como se de um rolo se tratasse.

O lado direito do bloco possui uma zona destinada a zona de deslocamento. Mantendo pressão no bloco e efetuar movimento para cima ou para baixo (zona assinalada com “Scroll”) faz com que um documento ou página web se desloque para cima ou para baixo mantendo o ponteiro do rato imóvel.

Em torno do bloco estão presentes 5 botões feitos de material agradável ao toque. O pressionar nestes botões não é acompanhado de nenhum som mecânico. Os 5 botões vêm pré-programados de fábrica com determinadas funções mas podem ser reprogramados.

Zonas de repouso

O Mousetrapper possui duas zonas de apoio, uma de cada lado do bloco. Estas zonas são almofadadas e revestidas de um material acetinado e poroso que facilita a desinfeção. As almofadas são por isso laváveis e têm uma duração de vida bastante alargada, cerca de 70 lavagens.

Zona esquerda de repouso do Mousetrapper Advanced

A zona da direita é sensivelmente 2,5 vezes maior do que a esquerda. Os apoios são confortáveis e ao fim de um dia intenso de trabalho não provocam qualquer incómodo nas mãos e/ou pulsos.Zona de repouso direita do Mousetrapper Advanced

Base

Por debaixo do Mousetrapper encontra-se uma base desdobrável do tamanho total do rato que tem as funções de anti-deslizante quando dobrada por debaixo do rato e agregadora do teclado quando aberta (pois apoia parte considerável do teclado). Para além disso permite elevar ou diminuir a altura do Mousetrapper.

Base do Mousetrapper Advanced

Tabela de altura

Altura frontal: 15 mm (base dobrada)
Altura traseira: 24 mm (base dobrada)
Altura frontal 14 mm (base desdobrada)
Altura traseira: 20 mm (base desdobrada)

Bloco e botões programáveis

Todos os botões são programáveis, significa isto que o botão que faz o clique direito do rato, pode fazer o clique esquerdo, pode lançar uma aplicação ou pode ainda colar um texto. Tudo depende daquilo que o utilizador programar.

A aplicação que permite reprogramar o Mousetrapper está disponível no sítio principal mousetrapper.se sob o nome MT Keys. A aplicação é gratuita e funciona com qualquer rato Mousetrapper que suporte teclas reprogramáveis. A aplicação é tem menos de 1MB na versão Windows e não tem qualquer impacto na performance do computador. Está disponível nas plataformas Windows e MacOS.

Aplicação MT Keys

O interface do MT Keys é simples e intuitivo e está disponível nos idiomas inglês e sueco.

A aplicação MT Keys suporta perfis o que significa que se podem criar diversas combinações de funções dos botões de acordo com a aplicação ou ambiente de trabalho. Por exemplo num hipotético perfil “web” os botões inferiores podem ser programados para avançar ou retroceder nas páginas internet e num perfil “documentos” os mesmo botões podem desempenhar as funções de copiar e colar.

Conteúdo da caixa

O Mousetrapper Advance vem acompanhado de um guia rápido de instruções em diversos idiomas dos quais não consta o português e um cabo USB para ligar o rato ao computador.

Guia rápido de instruções e cabo USB de ligação

Especificações técnicas

O Mousetrapper é um rato de 5 botões USB 1.1  do tipo Plug&Play que se apresenta ao sistema operativo como um HID (Human Interface Device) fazendo com a sua instalação seja simples e fiável uma vez que não requer controlador específico. Do lado do Windows basta que o sistema operativo suporte USB.

A resolução é de 800 pontos por polegada (DPI), suporta funções de deslocamento automático, botões reprogramáveis, apoio de pulsos e um bloco central rolante.

O Mousetrapper pesa 860 gramas (incluí embalagem), tem 470 mm de comprimento e 110 mm de profundidade. Só está disponível na cor preta e cinza (ver imagens deste artigo).

No que respeita a garantia, tem uma cobertura de 2 anos.

 

 

Recursos adicionais:

Página oficial do rato Mousetrapper:

Mousetrapper

Artigo sobre ergonomia, computadores e lesões por esforço repetitivo:

Ergonomia e computadores

Oporto BizTalk Innovation Day

 

Oporto BizTalk Innovation Day é um evento de um dia focado exclusivamente em Microsoft BizTalk Server e tópicos relacionados. Irá ocorrer no dia 14 de Março de 2013 na Ribeira do Porto (Casa do Infante) e contará com a presença de 5 oradores internacionais, todos eles MVP’s de BizTalk, e abordará diferentes temas como: administração e monitorização, BizTalk Server 2013, novos adaptadores, optimização de performance, integração on-permise ou na Cloud entre outros.

Este evento vem na sequência de outros que têm sido realizados em várias grandes cidades europeias desde Fevereiro 2011: Amsterdão (Holanda), Milão (Itália), e Stavanger (Noruega) O último evento aconteceu em Londres e foi um enorme sucesso! Com lotação esgotada, contou com a presença de 130 participantes de 16 países diferentes.

 

Audiência:

Este evento é destinado a todas as pessoas interessadas em BizTalk Server ou integração com diferentes perfis: programadores, administradores e arquitectos. Há algo para todos!

  • BizTalk Server 2013: Cloud based adapters: Uma introdução aos novos adaptadores disponíveis com o BizTalk Server 2013 que são direccionados para a integração com a Cloud.
  • BizTalk assessment and architecture review, strategies, methods and troubleshooting: extensa conversa de como resolver problemas reais que normalmente poderão acontecer na plataforma BizTalk Server (apresentação de cenários reais) e sobre a importância de criar uma boa documentação.
  • How to be Proactivity in BizTalk: Esta apresentação irá abordar temas com contadores, base de dados, boas práticas e a importância de ser pró-activo para manter a estabilidade e alta disponibilidade que o BizTalk Server oferece.
  • BizTalk Mapping Patterns and best practices: introdução a alguns dos problemas comuns de mapeamento e soluções e boas práticas no desenvolvimento de mapas.
  • Assim como a introdução ao novo padrão na monitorização e gestão da plataforma BizTalk Serve: BizTalk360

 

Um evento para todos os profissionais e empresas que utilizam o BizTalk Server e interessados ​​no campo da integração, tanto na nuvem privada ou pública que definitivamente não deve perder. Junte-se a cinco dos mais ativos MVPs (Microsoft Most Valuable Professionals) na comunidade de BizTalk Server para um espetacular no Porto!

Reserve já o seu lugar em http://obid.devscope.net/.

 

 

Recursos adicionais:

Blogues dos orados do evento:

Sandro Pereira http://sandroaspbiztalkblog.wordpress.com

Steef-Jan Wiggers http://soa-thoughts.blogspot.pt/

Nino Crudele http://ninocrudele.me/

Saravana Kumar http://blogs.biztalk360.com/

Tord Glad Nordahl http://biztalkadmin.com/