Dicas para maximizar a performance do acesso à Internet

 

Independentemente do tipo e da velocidade da ligação à Internet, todos gostaríamos de conseguir navegar mais rápido na Internet, isto claro, sem pagar mais por uma ligação melhor e sem comprar novos equipamentos (computador mais rápido, melhor router, etc.).

Neste artigo vou explicar algumas configurações que se podem fazer para tirar o máximo partido do acesso à Internet.

 

 

1 – Navegador de Internet

 

Remover suplementos supérfluos

Os suplementos de Internet acrescentam funcionalidades ao navegador de Internet como por exemplo, barras de ferramentas suplementares, ponteiros animados para o rato, cotações de acções e bloqueadores de janelas de publicidade, etc.

Sempre que o utilizador abre o navegador são carregados todos os suplementos que o utilizador tiver instalado. O carregamento dos suplementos atrasa a prontidão com que o navegador fica disponível para trabalhar. É boa prática não instalar ou então desactivar os suplementos que não são usados. Para gerir os suplementos no Internet Explorer basta efectuar os seguintes passos:

– No Internet Explorer clicar em “Ferramentas” | “Opções da Internet”

– No separador “Programas” clicar em “Gerir suplementos”

– Na janela “Gerir suplementos” seleccionar o suplemento e clicar em “Desactivar”

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Com os suplementos não importantes desactivados, o processo de arranque o Internet Explorer é mais rápido.

 

Remover detecção automática de proxy

Por omissão o Internet Explorer verifica a cada arranque se existe um servidor proxy na rede local e caso exista ajusta automaticamente as configurações para que o tráfego passe pelo proxy. Nos ambientes domésticos não é comum existirem servidores proxy na rede local por isso, desactivando esta opção consegue-se recuperar uns milésimos de segundos no processo de arranque.

Os passos para activar ou desactivar esta opção são:

– No Internet Explorer clicar em “Ferramentas” | “Opções da Internet”

– No separador “Ligações” clicar em “Definições de LAN”

– Na janela “Definições de rede local” retirar o visto da opção “Detectar definições automaticamente”

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2 – DNS

 

O DNS (Domain Name System) é o serviço responsável por resolução de nomes e é vital para o funcionamento da Internet.

Imaginem que o vosso telemóvel não tem uma aplicação de contactos: sempre que quisessem ligar para alguém tinham de digitar o número de telefone. Com a aplicação de contactos tudo se torna mais simples: não precisamos decorar números de telefone, pois existe um serviço que converte o nome do contacto num número de telefone. Na Internet os computadores não comunicam por nomes mas sim por endereços IP (ex: o endereço do sítio www.microsoft.com corresponde ao endereço IP 65.55.12.249) e é o serviço de DNS que faz essa conversão. Não existe apenas um servidor DNS com todos os endereços IP do mundo, existe sim uma rede de servidores responsáveis por manter essa lista. Voltando ao exemplo do telemóvel: na vossa aplicação de contactos do telemóvel não têm todos os números de telefone do mundo. Se precisarem ligar por exemplo para a Microsoft China precisam pedir às Páginas Amarelas do vosso país para ligar para as Páginas Amarelas da China para que esta forneça o número da Microsoft na China. Na Internet é a mesma coisa: têm de pedir ao servidor DNS que configuram qual o endereço IP do sítio de Internet e caso esta não saiba a resposta vai pedir a outro que lhe responda.

Este processo de resolução de nomes pode ser moroso e tem impacto na rapidez de acesso e carregamento das páginas. Abaixo descrevo como é que se pode verificar se estamos a usar (ou não) os melhores servidores DNS e como altera-los.

– Aceder à página http://www.grc.com/dns/benchmark.htm e descarregar o utilitário “DNS Benchmark

– Executar o DNSBench e seguir as instruções

No final do teste vão ser apresentados quais os servidores DNS mais rápidos tendo em conta a localização geográfica do utilizador.

Tipicamente num ambiente doméstico o endereço DNS que estamos a usar corresponde ao endereço IP do router. No router estão tipicamente configurados os endereços DNS do provedor do serviço de Internet (ISP). Ou seja, quando pedimos para ser resolvido um nome, esse pedido vai até ao DNS do nosso router e se o endereço for externo vai ser reencaminhado para o servidor DNS configurado no router (que por sua vez pode pedir a outros tantos para resolver).

Se tivermos apenas uma máquina, podemos aceder às propriedades da placa de rede e especificar quais são os servidores DNS que pretendemos usar. Desta forma estamos a passar enviar directamente os pedidos para os servidores DNS que escolhermos.

Se na rede doméstica existir mais do que um computador, podemos alterar a configuração do servidor DNS usado pelo router indicando os endereços dos servidores que pretendemos. Desta forma o pedido é enviado ao router (continuamos no computador com o endereço DNS do router) que por sua vez encaminha para os servidores indicados por nós.

Podemos ainda alterar nos dois sítios: na configuração de cada máquina e no router.

 

Impedir o carregamento de dados provenientes de sítios classificados como perigosos

Uma página web pode ser constituída por pedaços com origem em diversos servidores. Um exemplo comum desta técnica é a publicidade que aparece nos sítios web: a publicidade não está alojada no sítio que acedemos mas sim num sítio remoto que é invocado pelo sítio que acedemos.

Existem uma série de sítios que se sabe que contêm de alguma forma conteúdo perigoso. Em que perigoso pode significar desde “abuso de privacidade” até “execução de código malicioso”. Podemos bloquear esses sítios alterando a resolução de nomes, ou seja, enganando o navegador relativamente ao verdadeiro endereço IP do servidor. Os passos para conseguir isto são os seguintes:

– Descarregar o ficheiro http://www.mvps.org/winhelp2002/hosts.zip

– Extrair o conteúdo para a pasta C:\Windows\System32\Drivers\etc\ substituindo o ficheiro existente “hosts”

Agora quando estiverem a navegar e aparecer um pedaço de um sítio com a mensagem “O Internet Explorer não consegui…..” já sabem: o sítio que estavam a aceder estava a tentar descarregar dados de um dos servidores indicados no ficheiro “hosts”

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3 – Rede sem fios

 

Mixed Mode

Os pontos de acesso sem fios vêm configurados por omissão com difundirem o sinal em modo misturado, isto é, enviam sinal anunciando que suportam ligações 802.1 b/g/n. Com esta configuração é possível ligar equipamentos que suportem normas diferentes.

Apesar de não existir ao nível das normas incompatibilidade entre as mesmas, a verdade é que a mistura vai diminuir a performance. A recomendação que faço é, após garantirem que todos os equipamentos que estão a ligar ao ponto de acesso suportam por exemplo a norma 802.1n forcem o uso da mesma em detrimento do uso do modo misturado.

 

Encriptação

No que respeita a performance, a forma mais rápida de transmitir dados numa rede sem fios é não usar encriptação (Open). No entanto se não usarmos encriptação, os dados estão acessíveis a qualquer utilizador, por isso do ponto de vista de segurança não é recomendável esta configuração.

O processo de encriptação de dados vai criar uma sobrecarga na transmissão, isto porque todos os dados precisam de ser encriptados e desencriptados antes de ser efectuada qualquer operação.

Ponderando a questão de segurança e de performance recomendo que optem apenas por um método de encriptação: WPA2-PSK.

 

Canal

Os pontos de acesso têm a capacidade de comunicar em diferentes canais. Esta configuração existe para diminuir a probabilidade de colisões na transmissão de dados, por isso a minha recomendação é que optem por um canal que não esteja a ser usado. Esta recomendação torna-se bastante pertinente em locais com bastante densidade de redes sem fios.

A ferramenta mais simples e mais apropriada para fazer este reconhecimento do ambiente sem fios é inSSIDer (http://www.metageek.net/products/inssider). Se não quiserem utilizar uma ferramenta de terceiros podem utilizar o Windows para efectuar este reconhecimento. O comando é “netsh wlan show all”.

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Após determinarem o canal mais apropriado ajustem este valor na página de configuração do ponto de acesso.

 

 

 

Têm conhecimento de outras melhorias que possam (devam) ser efectuadas para melhorar a performance? Partilhem esse conhecimento através dos comentários a este artigo.

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