Manter o espaço de armazenamento OneDrive

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A Microsoft anunciou recentemente que iria reduzir a oferta de armazenamento gratuito ao OneDrive.

Aqueles utilizadores mais antigos do serviço online de armazenamento (do tempo SkyDrive) que tiveram acesso a 25GB, ou os mais recentes que tiveram acesso a 7GB, viram a oferta OneDrive ser reduzida para 5GB.

Existe, no entanto, uma forma simples de manter o espaço de armazenamento inicial (incluindo o do bónus dos 15GB da câmara fotográfica), evitando assim esta redução: inscrever-se no programa de bónus do OneDrive.

Os passos são:

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Não é conhecida a data até quando esta oferta se encontra disponível, por isso a minha recomendação é que utilizem o quanto antes e a divulguem.

Esta alteração do espaço de armazenamento afeta apenas quem utilizam o serviço de forma gratuita. Os utilizadores OneDrive com subscrições Office 365 ou os utilizadores que optaram por adquirir armazenamento adicional não serão afetados por esta alteração.

 

Recursos adicionais

Publicação oficial com as alterações ao OneDrive:

https://blog.onedrive.com/onedrive_changes/

Página oficial do OneDrive em Português:

https://onedrive.live.com/about/pt-pt/

 

Consultório: Surface 3 e o mistério do “Ligado, sem carregar”

 

Definições de energia

Recentemente deparei-me com um Microsoft Surface 3 que apresentava um comportamento curioso: “mesmo deixando o dispositivo ligado à corrente durante a noite, no dia seguinte o nível de bateria não estava nos 100%, será que a bateria está avariada?”.

O objetivo deste artigo é partilhar um conjunto de dicas para despistar este tipo de problemas e uma forma de contornar o problema da fiabilidade do carregamento da bateria no Surface 3.

A minha primeira reação foi “culpar” a bateria e tentar encontrar evidências que a mesma estava, apesar do equipamento ser recente, com algum defeito. Comecei por correr o diagnóstico de energia do Windows e analisar os resultados.

powercfg -energy

Como se pode ver pela imagem abaixo a bateria não apresenta valores “estranhos” pelo que não poderá ser da bateria.

Relatório do teste de energia

Pensei em seguida tratar-se de um problema com as definições do modelo de poupança de energia ativo. Estive a bisbilhotar todas as definições e nenhuma delas me pareceu ser a causadora do problema. Optei por aplicar um outro plano de energia e deixar a carregar durante a noite.

No dia seguinte, efeito idêntico: A bateria não tinha carregado.

Que raios?!? Poderá ser algum ficheiro de sistema do Windows que esteja corrompido? Executei uma verificação usando o SFC

sfc /scannow

Uma vez mais não foi detetado qualquer problema… Ora se não é problema dos ficheiros de sistema poderá ser do driver. A partir do Gestor de Dispositivos verifiquei não havia problema aparente, mas mesmo assim eliminei o controlador e reinstalei-o. Liguei o computador à corrente e o resultado foi o mesmo.

Driver que controla a energia

O próximo passo foi suspeitar de alguma atualização automática do Windows que tivesse introduzido este comportamento incorreto. Uma rápida análise às últimas atualizações aplicadas voltaram a mostrar-se infrutíferas.

Desliguei o Surface, liguei-o à corrente para tirar da equação o driver e o sistema operativo e deixei-o a carregar durante umas horas. Quando o voltei a ligar o nível da energia não tinha aumentado… voltei à estaca zero.

Numa última tentativa decidi efetuar uma pesquisa na Internet para ver se existiam outros utilizadores a queixarem-se de situação idêntica e eis que encontrei encontrei logo um artigo com o título “Surface 3 Is Plugged In But Not Charging”.

De uma forma resumida o artigo explica uma série de experiência efetuadas que levaram a uma conclusão no mínimo curiosa: a ordem com que se liga o carregador ao Surface tem efeito no carregamento ou não da bateria! Tipicamente os utilizadores têm o carregador de equipamento ligado à energia e quando precisam de carregar o equipamento limitam-se a ligar o cabo ao computador. O estudo realizado mostra que se invertermos esta lógica, ou seja, se primeiro ligar o cabo ao Surface e só depois o carregador à energia, o Surface carrega 100% das vezes.

Mistério resolvido.

Guia para utilizadores do Windows XP

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O suporte ao Windows XP termina oficialmente dia 8 de abril de 2014, ou seja, após esta data não serão mais disponibilizadas a partir do Windows Update atualizações.

Este fim de vida, à muito anunciado, tem causado bastante polémica, suscitado dúvidas e até gerado mitos.

Neste artigo vou explicar o significado do fim de vida de um produto Microsoft, abordar as implicações para o negócio em manter o Windows XP no ativo; descrever algumas das preocupações do ponto de vista de segurança e conselhos para quem tem de manter este sistema operativo no ativo após 8 de abril.

 

Ciclo de vida de um produto Microsoft

Todos os produtos têm um período de vida durante a qual o fabricante garante todo o suporte em caso de falha ou avaria. No dicionário da Microsoft, fim de vida de um produto, corresponde ao período após o qual a Microsoft deixa de ter de garantir, entre outras coisas, correções de anomalias ou problemas de segurança, isto porque já existe pelo menos uma versão superior.

No que respeita a software empresarial  (caso dos sistemas operativos), a Microsoft garante no mínimo 10 anos de suporte: 5 anos de suporte base a contar desde o lançamento do produto, mais 5 anos após o fim do suporte base a contar da data de disponibilização do produto sucessor.

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Diferença entre suporte base e extensão de suporte

Imagem 1: Principais diferenças entre suporte base e extensão de suporte

 

O Windows XP foi lançado em 2001, logo o suporte base terminaria em 2006, no entanto porque o Service Pack 3 foi lançado em 2007, o suporte base terminou efetivamente em 2009. Somando 5 a 2009 obtêm-se 2014. Após esta data, apenas os clientes com contratos especiais terão acesso a correções de segurança ou de produto.

 

 

Implicações para o negócio

Basear um negócio ou um processo de negócio num produto sem suporte é um risco. Pode significar perder uma certificação por uso de software não conforme ou então em caso de falha ficar com o negócio parado.

As empresas que se enquadrem neste cenário devem o quanto antes por em marcha um processo de modernização. Este tipo de processos deveria ser uma preocupação constante das empresas que se querem manter competitivas e que querem dotar os seus colaboradores com ferramentas modernas e adequadas aos desafios modernos.

Um sistema operativo moderno, como o Windows 8, é mais barato de manter do que a versão antiga, como o Windows XP, o que se traduz  numa redução de custos para o negócio. Um sistema operativo recente trás também outras capacidades e caraterísticas que ajudam a melhorar o negócio tornando-o mais rápido e/ou mais fácil.

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Imagem 2 – Fim do suporte base e alargado dos sistemas operativos Windows XP, Windows Vista, Windows 7 e Windows 8

 

 

Implicações de segurança

Um sistema operativo presente em mais de 400 milhões de computadores sem qualquer tipo de correção de possíveis futuras falhas de segurança torna-se num atrativo irresistível para aqueles que  vivem no lado escuro.

Alguns especialistas de segurança proclamam que após esta data estas máquinas serão tomadas por piratas para roubo de informação ou usadas para perpetrarem atos ilícitos.

Pessoalmente acredito que não vai ocorrer nenhum cataclismo, no entanto considero que a vida dos piratas está bastante facilitada, pois entre outras técnicas, poderão simplesmente analisar as correções feitas por exemplo Windows 7 e recriar a mesma falha no Windows XP.

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Imagem 3 – Taxa de infeção por sistema operativo até ao quarto trimestre de 2012

 

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Imagem 4 – Mecanismos de segurança presentes no IE8 (versão máxima suportada no Windows XP SP3)  e no IE10 (Windows 8)

 

 

Guia de sobrevivência

 

Dica #1 – Usar utilizadores não administradores

A esmagadora maioria das ameaças de segurança poderiam ser evitadas se os utilizadores tivessem contas normais em vez de administração. Uma conta normal não tem tipicamente privilégios de sistema suficientes para infetar ou danificar o sistema.

 

Dica #2 – Remover do sistema tudo o que não se usa

Este é o momento ideal para verificar no painel de controlo se tem alguma aplicação que já não usa e desinstala-la. Quanto menos aplicações tiver instaladas menor é a superfície de ataque, e por consequência menor o risco de infeção.

 

Dica #3 – Mudar de navegador de internet

Após dia 8, uma eventual falha de segurança no Internet Explore (IE)não será corrigida. Usar um navegador de Internet como o Firefox ou Chrome é uma boa medida uma vez que estes fabricantes vão continuar a suportar e a corrigir eventuais falhas de segurança.

 

Dica #4 – Instalar um antivírus diferente do Microsoft Security Essentials

Apesar das assinaturas de vírus continuarem a serem distribuídas durante mais algum tempo para os utilizadores do Microsoft Security Essentials, o motor do antivírus não vai ser mais atualizado, por isso é uma medida importante instalar um antivírus. Tendo em conta as circunstâncias recomendo um antivírus pago em vez de uma versão gratuita.

 

Dica #5 –Desconectar o computador de toda e qualquer rede

Ao isolar o computador do mundo, as questões de segurança deixam de ser preocupação, isto porque um dos vetores mais usados nas infeções transitam na rede.

 

 

Dúvidas e mitos

 

É verdade que a Microsoft não vai mais disponibilizar atualizações para o Windows XP… nem mesmo se for muito muito importante?

Sim é verdade. Dia 8 será mesmo o último dia que o Windows XP receberá atualizações.

 

Vou ser avisado de alguma forma que o ciclo de vida do meu XP terminou?

Sim. O Windows Update irá enviar uma caixa de diálogo com uma notificação de final de suporte. A notificação irá apresentar o texto indicado na imagem abaixo.

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Imagem 5 – Notificação de fim de suporte que vai ser apresentada mensalmente ao utilizadores do Windows Update

 

A Microsoft vai continuar a disponibilizar atualizações para o meu Office mesmo que esteja instalado num Windows XP?

Sim. As atualizações e correções de outros produtos, desde que não estejam relacionadas com o sistema operativo, continuaram a ser distribuídas e suportadas.

Após dia 8 o Windows XP vai deixar de funcionar

Não. O Windows XP vai continuar a operar da mesma forma e com a mesma eficiência.

 

É verdade que o Windows Server 2003 termina também o ciclo de vida?

Não. O Windows Server 2003 vê o seu suporte extendido terminado em julho de 2015.

 

 

Recursos adicionais:

Ciclo de Vida do Suporte Microsoft

https://support.microsoft.com/lifecycle/?ln=pt-pt

Notificação de extinção do Windows XP:

https://www.microsoft.com/pt-pt/windows/business/retiring-xp.aspx

Fim do suporte do Windows XP:

http://www.microsoft.com/enterprise/pt-pt/xp-eos.aspx#fbid=bjBspUe2znX

Guia de atualização do Windows XP para Windows 8:

http://windows.microsoft.com/pt-pt/windows-8/upgrade-from-windows-vista-xp-tutorial

Cyber threats to Windows XP and guidance for Small Businesses and Individual Consumers:

http://blogs.technet.com/b/security/archive/2014/03/24/cyber-threats-to-windows-xp-and-guidance-for-small-businesses-and-individual-consumers.aspx

 

Ergonomia e computadores

 

Trabalha com computadores? E no final do dia de trabalho sente um ligeiro desconforto na mão, pulso, braço ou ombro? Ou então, costuma acordar com as mãos ou braços dormentes? Pois bem, estes podem ser os sintomas iniciais de uma lesão por esforço repetitivo.

Na Wikipedia pode ler-se que “Lesão por Esforço Repetitivo ou LER (em inglês Repetitive Strain Injury) são lesões nos sistemas músculo-esquelético e nervoso causadas por tarefas repetitivas, esforços vigorosos, vibrações, compressão mecânica (pressionando contra superfícies duras) ou posições desagradáveis por longos períodos. É um tipo de Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (DORT)….”

Estas lesões têm tipicamente tratamento, mas o objetivo deste artigo não é falar sobre a cura mas sim prevenção, ou seja, o que podemos fazer como utilizadores de computadores para evitar lesões.

 

Ergonomia!

Ergonomia é uma das primeiras medidas que se deve tomar com vista a prevenção de LER, ou seja, procurar adaptar o trabalho e/ou os objetos que nos rodeiam, ao nosso corpo por forma a exigir menos dele e/ou o a torna-lo mais eficiente.

Ergonomia é um termo lato que engloba um conjunto de atividades que tendem a adaptar o trabalho ao Homem. De uma perspetiva mais formal, pode ser entendida como o domínio científico e tecnológico interdisciplinar que se ocupa da otimização das condições de trabalho visando de forma integrada, a saúde e o bem estar do trabalhador e o aumento da produtividade.

Para um info-trabalhador os objetos (informáticos) mais comuns e mais relevantes do ponto de vista de impacto são o rato e o teclado. Estes dois dispositivos de entradas são, tipicamente, pouco ou nada ergonómicos, o que significa que o seu manuseio prejudica o nosso corpo, o nosso desempenho e por consequência a nossa saúde.

No caso do teclado, são tipicamente cometidas as seguintes “asneiras”:

  • Pronação, ou seja, voltar as palmas das mãos para baixo
  • Desvio ulnar, ou seja, rotação das mãos em direção ao dedo mindinho
  • Flexão do pulso, ou seja, dobrar a zona do pulso por forma a manter as mãos elevadas
  • Usar um teclado destro quando se é esquerdino

 

Imagem que mostra que não se deve fletir o pulso.

 

No caso do rato, as asneiras mais comuns são:

  • Pronação, ou seja, voltar as palmas das mãos para baixo
  • Flexão do pulso, ou seja, dobrar a zona do pulso por forma a manter as mãos elevadas
  • Manter os dedos indicador e médio numa posição suspensa (tipicamente para não clicar sem querer)
  • Pressionar e arrastar o pulso através de um superfície dura
  • Ter de estender o braço para se conseguir alcançar o rato
  • Ter de exercer uma força constante para agarrar o rato
  • Usar um rato menor que a mão
  • Usar um rato destro quando se é esquerdino

 

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Imagem que mostra a zona de impacto de um rato tradicional

 

Através do uso de teclados e ratos “normais” é impossível corrigir estas “asneiras” pelo que a única solução é usar equipamentos pensados do ponto de vista ergonómicos que sejam mais favoráveis ao nosso corpo.

Mas atenção! Existem equipamentos que se dizer ser ergonómicos que não passam de pura banha da cobra, isto é, baseiam-se em simples palpites ou em mitos urbanos. Por isso, antes de os adquirirem, devem tentar determinar qual foi o estudo científico usado para chegar aquela conclusão e ler o estudo (pelo menos o resumo). Só assim é podemos ter a certeza que estamos a melhorar a condição física.

Os equipamentos verdadeiramente ergonómicos e baseados em factos científicos são mais caros do que os seus congéneres normais, mas se tivermos em conta os custos do tratamento de uma lesão por esforço repetitivo, verificamos que o custo dos mesmos é insignificante.

As doenças inflamatórias causadas por esforços repetitivos já eram conhecidas desde a antiguidade sob outros nomes, como por exemplo, na idade velha, “Doença do Quibes”, que nada mais era que uma tenossinovite.

Algumas das maleitas mais comuns derivadas deste tipo de lesões são:

  • Sinovite
  • Tenossinovite
  • Tendinite
  • Síndrome do Túnel Carpal

 

É importante não esquecer que os seguintes factores são também importantes na prevenção das lesões:

  • Conhecer a cadeira para perceber que tipos de ajuste são possíveis efetuar;
  • Ajustar a altura do suporte da cadeira por forma a ter as costas apoiadas;
  • Os cotovelos devem ficar à mesma altura do tampo da mesa;
  • Alinhar o corpo com o eixo da cadeira, isto é, não sentar torto;
  • A parte de cima do monitor deve ficar alinhada com a altura dos olhos;
  • Colocar o computador de lado para as janelas ou então fechar as cortinas/persianas por forma a reduzir a incidência de luz direta no monitor;
  • Colocar o rato o mais próximo do teclado;
  • Não torcer o corpo enquanto se interage com o computador;
  • O teclado deve estar junto do corpo;
  • Por cada hora de trabalho deve fazer-se uma pequena pausa para aliviar os membros superiores, exercitar os membros inferiores e relaxar os olhos observando objetos a diferentes distâncias;

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Imagem resumo do correto posicionamento

 

Este artigo não pretende substituir qualquer recomendação médica, pelo que, na eventualidade de sentir algum dos sintomas mencionados, deverá procurar ajuda especializada, como por exemplo, consultar o médico de trabalho.

 

 

Recursos adicionais:

Lesões de Esforço Repetitivo:

http://www.lifeclinic.pt/pt-PT/noticias/lesoes_de_esforco_repetitivo__ler_.aspx

http://pt.wikipedia.org/wiki/Les%C3%A3o_por_esfor%C3%A7o_repetitivo

Síndrome do Túnel Carpal:

http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_do_t%C3%BAnel_carpal

Informática Saudável com a Microsoft (informações em inglês):

http://www.microsoft.com/hardware/pt-pt/support/ergonomic-comfort

Como ativar a opção de hibernação no Windows 8

Por omissão a opção de hibernar não se encontra visível no contexto do botão de energia no Windows 8. Um dos motivos por de trás desta caraterística é motivar o uso dos modos suspensão ou suspensão híbrida em detrimento da hibernação, pois estes dois estados apresentam ganhos significativos de performance no retomar do trabalho.

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Imagem com as opções de contexto do botão de energia no Windows 8

 

Neste artigo vou descrever os diversos modos de energia disponíveis no Windows, o seu objetivo e duas formas distintas de dar visibilidade a opção de hibernação.

 

 

O Windows suporta, para além dos estados “Desligado” e “Ligado”, outros 3 estados de energia: Suspensão, Hibernação e Suspensão híbrida.

 

Suspensão

A suspensão é um estado de poupança de energia, que permite que um computador retome rapidamente o funcionamento com o consumo máximo quando recomeça a trabalhar. Colocar o computador em estado de suspensão é como fazer pausa num leitor de DVD; o computador interrompe imediatamente o que está a fazer, e fica pronto a recomeçar quando o utilizador pretender recomeçar a trabalhar.

 

Hibernação

A hibernação é um estado de poupança de energia concebido principalmente para computadores portáteis. Enquanto a suspensão coloca o trabalho e as definições na memória e consome uma pequena quantidade de energia, a hibernação coloca os programas e documentos abertos no disco rígido e, em seguida, desliga o computador. De todos os estados de poupança de energia que o Windows utiliza, a hibernação é o que consome menos energia. Num computador portátil, deve utilizar-se a hibernação quando se sabe que não se vai utilizar o computador portátil durante um período prolongado de tempo e que não se tem a oportunidade de carregar a bateria durante esse período de tempo.

 

Suspensão Híbrida

A Suspensão híbrida foi concebida principalmente para computadores de secretária. A suspensão híbrida é uma combinação de suspensão e hibernação. Ela coloca todos os documentos abertos e programas na memória e no disco rígido e, em seguida, coloca o computador num estado de baixo consumo para poder retomar o trabalho rapidamente. Assim, se ocorrer uma falha de energia, o Windows pode restaurar o trabalho a partir do disco rígido. Quando a suspensão híbrida está ativada, o colocar o computador em suspensão automática coloca automaticamente o computador em suspensão híbrida. Normalmente, a suspensão híbrida está ativada por omissão nos computadores de secretária.

 

 

Como colocar a opção de hibernação disponível para seleção no menu de energia do Windows 8?

Os passos para disponibilizar a opção de hibernação são os seguintes:

  • Pressionar a combinação de teclas [WIN]+W e escrever “Opções de Energia”
  • No ecrã de definições de energia clicar em “Escolher o que fazem os botões de ligar/desligar”

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  • No ecrã “Definições do sistema” clicar em “Alterar definições que estão atualmente indisponíveis”

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4. Ativar a opção “Hibernar” que se encontra na seção “Definições de encerramento”

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5. Clicar em “Guardar alterações”

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Agora ao clicar no botão de energia a opção “Hibernar” encontra-se disponível

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Aspeto das opções de contexto do botão de energia no Windows 8 após ativação da hibernação

Como criar um atalho colocar o computador no estado de hibernação?

É possível criar um atalho que se fixe no ambiente clássico ou no ambiente moderno que despolete o processo de hibernação do computador. Os passos são os seguintes:

  • No ambiente de trabalho clicar com o botão direito do rato e escolher a opção de contexto “Novo” | “Atalho”
  • Na janela “Criar atalho” escrever “Shutdow /h” e clicar em “Seguinte”
  • No campo “Escreva um nome para este atalho” especificar um nome intuitivo como por exemplo “Hibernar” e clicar em “Concluir”

Agora ao efetuar um duplo clique no atalho o computador vai entrar automaticamente no estado de hibernação.

O Sérgio Martinho criou e partilhou um vídeo (http://120segundos.net/videos/v/239) com estes passos no 120 Segundos

 

 

Recursos adicionais:

Perguntas frequentes sobre suspensão e hibernação:

http://windows.microsoft.com/pt-PT/windows7/Sleep-and-hibernation-frequently-asked-questions

Página principal do projeto 120 Segundos:

http://120segundos.net

Como iniciar duas sessões de Skype na mesma máquina

Com o advento do fim do Messenger (aplicação e serviço) e com a Microsoft a querer que o Skype seja a plataforma de mensagens instantâneas por excelência a ser usada pelos utilizadores domésticos e empresariais (para comunicações fora da firewall), torna-se comum que um indivíduo possua mais do que uma identidade no Skype: tipicamente uma conta Skype para os amigos e família e uma outra conta exclusiva a fins profissionais.

Por omissão o Skype só permite identificar-mo-nos com uma conta de cada vez, ou seja, se entrarmos com a conta “profissional” só vemos os contatos agregados a essa conta e se entrarmos com a conta “pessoal” só vemos, como seria de esperar, os contatos pessoais.

Neste artigo vou explicar, passo-a-passo, como é que se pode ter duas instâncias de Skype iniciadas no mesmo computador mas com contas diferentes.

 

Objetivo: Criar um atalho para a aplicação Skype

1 – Clicar com o botão direito do rato no ambiente de trabalho e escolher a opção de contexto “Novo” | “Atalho”

2 – Na janela “Atalho” clicar em “Procurar…”

3 – Na janela “Procurar Ficheiros ou Pastas” indicar a localização do executável Skype.exe (tipicamente o caminho é “C:\Program Files (x86)\Skype\Phone”)

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4 – Clicar em “Seguinte”

5 – No ecrã “Que nome deseja atribuir ao atalho” escrever “Skype – Profissional”

6 – Clicar em “Concluir”

Neste momento acabamos de criar um atalho para o Skype com o nome “Skype Profissional”

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Objetivo: Criar uma cópia do atalho Skype

1 – Clicar com o botão direito do rato no atalho criado e escolher a opção de contexto “Copiar”

2 – Clicar com o botão direito do rato no ambiente de trabalho e escolher a opção de contexto “Colar”

3 – Clicar com o botão direito do rato no atalho acabado de criar e escolher a opção de contexto “Mudar o nome”

4 – Alterar o texto para “Skype – Pessoal”

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Objetivo: Adicionar o parâmetro “/Secondary” ao atalho do Skype Pessoal

1 – Clicar com o botão direito do rato no atalho “Skype – Pessoal” e escolher a opção de contexto “Propriedades”

2 – Na janela “Propriedade de Skype – Pessoal” adicionar no final do texto que se encontra no campo “Destino” o parâmetro “/Secondary”

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("C:\Program Files (x86)\Skype\Phone\Skype.exe" /Secondary)

3 – Clicar em “OK” para gravar as alterações

 

Objetivo: Validar as configurações

1 – Efetuar um duplo clique em “Skype – Profissional” e especificar as credenciais da conta profissional

2 – Efetuar um duplo clique em “Skype – Pessoal” e especificar as credenciais da conta pessoal

 

E já está: duas instâncias de Skype com credenciais diferentes!

 

duas instâncias skype

 

Recursos adicionais:

Página oficial do Skype

http://www.skype.com/intl/pt/home

Windows 8 em computadores com resolução de ecrã inferior a 1024×768

Os requisitos de hardware necessários para instalar o Windows 8 são muito idênticos ao do Windows Vista (lançado em 2005). Esta característica faz com que seja perfeitamente possível, e na maioria dos casos benéfico, atualizar o sistema operativo para o Windows 8.

Uma das primeira experiências que fiz, ainda durante a fase beta do Windows 8, foi atualizar um portátil Magalhães (MG2) para o Windows 8. O processo de instalação decorreu sem qualquer problema e notava-se inclusivamente um aumento significativo de performance nos processos de arranque e desligar. A única coisa que correu menos bem foi o facto da placa gráfica não suportar nativamente a resolução 1024×768, o que fez com que não pudesse transferir e usar as aplicações modernas.

O objetivo deste artigo é explicar passo a passo uma das formas possíveis de ultrapassar esta questão.

 

Segundo a página de requisitos do Windows 8 (http://windows.microsoft.com/pt-PT/windows-8/system-requirements) é necessário a placa gráfica suportar uma resolução mínima de 1024×768 para se poder aceder à Loja Windows, transferir e/ou executar aplicações modernas (aka metro apps). Ora o Magalhães, bem como muitos outros netbooks vendidos nos últimos anos em Portugal e no mundo, não suportam nativamente esta resolução, isto faz com que ao aceder a qualquer aplicação moderna seja apresentada a mensagem de erro “This app cannot open the screen resolution is too low for this app to run””.

As gráficas dos portáteis suportam tipicamente dois tipos de saída: a interna (ecrã que está no portátil) e a externa (porta VGA/HDMI/DVI que permite ligar o portátil a um projetor/televisão/ecrã). A resolução suportada pela gráfica para a saída externa não tem de ser igual à suportada para a interna e, em bom rigor, é isto que ocorre na maior parte das vezes, ou seja, a saída externa permite resoluções bem mais elevadas do que a interna. A gráfica do Magalhães não é exceção e por isso apliquei um truque bastante antigo: dizer à gráfica que a saída interna suporta as mesmas resoluções que a externa.

É óbvio que existe uma justificação válida para os portáteis não suportarem resoluções elevadas no ecrã interno: a imagem pode ter de ser distorcida para caber no ecrã. Mas como o objetivo era apenas poder usar aplicações simples, a imagem ficar pequena demais não era entrave.

 

Os passos para realizar esta operação são os seguintes:

  1. Pressionar [WIN]+W e escrever “regedit”
  2. No registry navegar até ao ramo “HKEY_LOCAL_MACHINE\SYSTEM\CurrentControlSet”
  3. Localizar a chave “Display1_DownScalingSupported”
  4. Alterar o valor da chave “Display1_DownScalingSupported” de 0 para 1
  5. Repetir se existirem mais chaves “Display1_DownScalingSupported” com o valor a 0
  6. Reiniciar o computador
  7. Uma vez reiniciado, aceder ao Ambiente de Trabalho, clicar com o botão direito do rato e escolher a opção de contexto “Resolução de ecrã”
  8. Alterar o valor do campo “Resolução” para “1024 x 768”

 

E já está! Para verificar que correu tudo bem clicar no mosaico “Loja”.